Espírito Natalino #Sabrinice19

19 de dez de 2017

Eu amo escrever essa série de textos Sabrinice e parece que vocês gostam também. E como estamos na semana do Natal é claro que o tema da semana tem Natal no meio.

Pra começar você já está sabendo que o blog tá com uma programação cheia de posts em dezembro né? Não só de Natal, mas com mais posts do que o normal! (Na verdade pretendo continuar o ano todo assim, nem sempre consigo porque sou uma só.) Não come mosca e leia os posts: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e fique ligado nos próximos!


A minha experiência com o Natal não é nada demais. Quando pequena eu ia na casa da minha avó e ficava lá uns 2 ou 3 dias. Era a única vez do ano que eu os via e sim eles moram no mesmo estado que eu. Por esse motivo eu nunca tive ligação forte com nenhum parente. Só tenho ligação com a minha família de casa (meus pais, minha irmã e meu sobrinho). Depois que eu fui ficando mais velha fui tendo cada vez mais preguiça de fazer uma viagem de quase 4 horas, pegando vários ônibus pra chegar num lugar e não conseguir nem conversar com quase ninguém. Até que os Natais passaram a ser aqui em casa (período que minha avó morou em outro estado.)

Depois desse breve conto de Natal você deve estar pensando "poxa Sabrina, mas que desanimo!". E sim!!! O Natal é bem desanimado para mim. Eu não vejo muita graça mesmo. Quando eu era pequena eu gostava de enfeitar a casa e tudo. Mas a parte da ceia, de fazer coisa em família, isso eu nunca curti muito. Com exceção da quantidade de rabanada que eu como, o Natal é um dia normal (e sim eu acredito em Deus, mas não eu não tenho religião).

Então por que você resolveu fazer um texto falando de Natal?

Porque Natal me lembra a família e é aí que entra a parte da desconstrução. Eu, Sabrininha, não tenho fortes laços com parentes. Nunca tive, a vida faz isso. E como o Natal é tipo um almoço de domingo grande, ele não faz sentido para a minha pessoa. Porque na minha casa nunca teve almoço de domingo. Eu não gosto da ideia de me forçar a ser família no Natal e saber que não serei o próximo ano todo. Não podemos forçar amor. Amor se constrói. Temos que aceitar que nem todo terreno é possível de construir.

Muita gente acredita que é obrigado a gostar/amar todos os tios, primos, avós etc. E eu vim dizer o óbvio: você não é obrigado/a. Não estou dizendo para brigar com todo mundo ou algo pior. Mas sim que você não deve se culpar por não ser próximo/a da sua família e por não querer ser. Digo isso porque já me culpei. Só quando comecei a pensar melhor sobre o assunto, eu percebi que estava tudo bem. Eu não escolhi todos os meus parentes, como poderia ter afinidade por todos eles? É um jogo de sorte.

Algumas pessoas tem facilidade em amar as outras. Mas não funciona igual com todo mundo. A minha família de verdade são os de casa, já citados anteriormente, e meus amigos. Eu não espero o Natal para ver nenhum deles. E o terreno estava ótimo, com aprovação da prefeitura e tudo, na hora de construir nosso lindo amor hahaha.

Por fim, se você não vai muito com a cara daquele tio super machista que fala das suas roupas, não se culpe por isso. Se você não gosta muito de ficar perto daquela tia super homofobica e fica louca pra dar umas respostas: segura firme e sai de perto. É difícil mesmo conviver com pessoas com visões muito diferentes e ainda mais visões preconceituosas, extremistas etc etc. Tenta se segurar pelo menos no Natal e se puder ficar longe o resto do ano, faça. (Teremos um texto sobre isso em breve)

Não se sita culpada/o por se afastar de quem não te faz bem. E se você, diferentemente de mim, ama o Natal e conta os segundos por ele: não deixe de curti-lo por meia dúzia de parentes chatos, ok?

Não sou a Dona da Verdade, nem pretendo ser. Não quero com esse texto dizer o jeito certo ou errado de viver, é apenas uma reflexão. 
Me segue no instagram que eu fico lá falando essas doideiras também: @sabrinandoblog.

Obrigada por me ler e com passas ou sem passas: Feliz Natal!

Por: Sabrina Lima