4 de set de 2017

Filme: comer, rezar e amar


Comer, Rezar e Amar é um filme que estava na minha lista há milênios e eu me arrependi de não ter assistido antes. Na verdade eu gostaria de ter assistido no ano em que lançou, 2010, porque talvez eu tivesse evitado muitas neuras no meu período menina-adolescente-insegura.

Nesse filme, Julia Roberts dá uma de sagitariana e viaja pelo mundo tentando encontrar a si mesma. Essa viagem nos leva junto com uma série de reflexões de uma mulher acima dos 30 querendo saber quem é.



É incrível porque ela é uma adulta e o mundo inteiro nos diz que adultos sempre sabem o que querem, não tem dúvidas e tem uma vida completamente estabilizada e resolvida. O filme acaba com esse clichêzão. Está permitido ter dúvidas de quem somos, quem queremos ser e o que será de nós daqui há alguns anos em qualquer fase da vida.

Elizabeth deixa para trás o casamento com um cara que não tem nada a ver com ela, uma vida que está mais morna e sem graça do que nunca, e vai fazer o que ela já queria há muito tempo: viajar o mundo. Ela passa por 3 por: Itália, Índia e Bali pra se encontrar e eventualmente encontrar alguém.



A personagem aborda questões femininas, o que é incrível pra um filme de 7 anos. As mídias de maior alcance parecem só ter descoberto o feminismo há meses. Mas aviso: não espere discussões fortíssimas sobre feminismo. Ela é uma mulher da pós modernidade e defende isso, há muito o que melhorar para uma parte II.

Acho que esse filme entraria para listinha dos "filmes inspiração". E sim: está disponível na Netflix!