16 de mai de 2016

Fazendo o bem que mal tem?


Eu escrevo muito sobre mudanças, falo muito sobre mudanças, converso muito sobre mudanças e gosto de deixar claro: eu amo as mudanças. No início elas podem espantar, mas a gente acostuma e se não acostuma? MUDA DE NOVO! Já que temos a capacidade de fazer as coisas diferentes, por que viver todos os dias tudo igual? Sei que existem aquelas mudanças que a gente não escolhe. Simplesmente acontecem e nossa única opção é aceitar. Tem gente que tenta reverter ou mudar de novo, como eu disse, só que mesmo assim não volta a ser como antes e no fim a saída é aceitar.

Fisicamente falando, todos mudam. Nosso corpinho sofre alterações, umas boas outras ruins. Tem coisas que às vezes vamos odiar e desejar que fosse diferente e com isso vem as cirurgias plásticas ou academia pra alcançarmos que queremos. Outras pessoas amam as tais alterações e não mexem em mais nada. Algumas até não gostam, mas se contentam.

Em aspectos internos também mudamos. Passamos pelo amadurecimento. Uns demoram mais que outros, mas ele vem mesmo que em pequenas proporções. E nesse ponto nós temos escolha. Podemos escolher ter 20 ou 30 anos com ações que normalmente uma uma pessoa de 12 teria. Ou também temos a opção de querer crescer, entender o que acontece no dia-a-dia, não só com nós mesmos, mas com os que nos cercam e o mundo. Ter ajuda facilita sim, mas é possível chegar ser aprendiz sem um professor específico.

Quando falamos de relações interpessoais é diferente. Duas pessoas. Duas vidas. Duas maneiras diferentes de encarar a realidade. Duas experiências. Duas personalidades. Duas ideias. Dois princípios. Dois jeitos. E ai pode nascer uma questão que por vezes não tem solução.

Um dos grandes problemas é que as pessoas pedem para que os outros mudem para agradá-las. Ninguém deve mudar por alguém se não por si mesmo. Não dá pra fingir ser o que não somos. Uma hora a verdade vem à tona e ai? O que adiantou todo teatro? E o egoísta que pedem por mudanças é que nunca muda. Fazendo sempre desse um problema sem solução.

Quando passamos por uma mudança, seja ela voluntário ou não, é algo importante para nós. Depois ela pode refletir em coisas boas para as outras pessoas que convivem com a gente. Mas de início temos que pensar no nosso bem estar, no que acreditamos, na nossa vida e por último pensar no outro. E quando alguém muda e a gente não gosta, não cabe dizer "você mudou" como uma repressão. Mudar é algo bom! Se você não gostou, paciência não é mesmo? Ninguém está no mundo, nem deveria estar, pra te agradar. Fazer o bem ao próximo é importante sim. Ser uma pessoa boa é algo lindo. Mas abaixar a cabeça e negar o seu EU de verdade porque alguém "não gostou" da sua mudança? Não, isso não.

Então, você ai que mudou o cabelo, ou você que mudou o jeito de dar oi, ou você que mudou a alimentação, mudou a forma como vê o noticiário, continue assim. "A vida é uma escola" não é isso que dizem? Logo devemos aprender e não só comer merenda. Crescer, evoluir, amadurecer, pensar e questionar faz parte. Mudar não é tentar ser perfeito. Mudar é tentar melhorar sempre que possível o seu modo de viver. Se não estiver fazendo mal a ninguém ou infringindo leis, siga em frente sua jornada. Viva a alegria de ser um ser mutável!