4 de abr de 2016

Exagerada


Eu costumo desculpar meus exageros dizendo que sou uma pessoa intensa. E de fato, sou. Sei que existem mais como eu. Isso me afeta de todos os modos possíveis e acaba afetando quem me rodeia também. Mas nem sempre é uma coisa ruim.

É fácil perceber meus exageros por exemplo quando assisto a uma série. Posso ter mil coisas para fazer e mesmo sendo considerada uma pessoa responsável, deixo de ser caso goste da tal série. Eu não quero assistir um episódio por dia. Eu quero a assistir a série inteira hoje custe o que custar. Isso também acontece com livros, filmes e músicas.

Essa intensidade toda também está presente na forma como expresso meus sentimentos, obviamente. Não sei gostar um pouco, ou ser mais ou menos. Parece que eu preciso viver nos extremos. Ou acho tudo, ou acho nada. Ou amo ou odeio. Ou to mega feliz ou to puta pra cacete. Nas minhas semanas de TPM quem me aguenta pode ganhar prêmios de propagador da paz mundial.

Claro que tento ser consciente. Se conheço hoje uma pessoa, não vou amá-la de cara. Eu preciso de tempo até mostrar toda essa vontade de sentir que eu possuo em mim. Tem que acontecer gradual e naturalmente. A TPM, anteriormente citada, eu também tento controlar o máximo que os hormônios permitem, pois afinal estou na idade em que devo ser mais adulta e menos criança (pelo menos eu acho).

Estar ao meu lado é ouvir "eu te amo" e "eu te odeio" muitas vezes num mesmo dia. É claro que não me considero bipolar, afinal de contas isso é uma doença que só pode ser diagnosticada por um médico. Acredito que tudo isso é normal, pode ser a juventude ou personalidade de fato, pode ser algo hereditário, pode ser um dom, quem sabe? O mais importante é que aprendi a gostar desse charminho e não tratá-lo como um defeito necessitando de conserto. Eu não nego o que sinto, nem o momento em que sinto e menos ainda a intensidade que sinto. Coloco todas as palavras boca a fora e sei que as vezes isso magoa, mas ai é assunto pra outro texto.