28 de mar de 2016

Depois dos quinze


Estive nostálgica na últimas 24 horas, ou mais. Fui a uma festa de quinze anos (só pra contextualizar) e isso me fez pensar tanto no passado, quando eu fiz quinze anos, tanto no agora, que está bem diferente do que eu imaginava e mais ainda no que o futuro me trará.

Ok, não faz tanto tempo assim. Farei vinte esse ano (desculpe o drama, mas essa frase pesa TANTO) digamos então que tem um tempinho considerável. Em um ano tanta coisa muda, imagine em quase cinco.

Quando eu fiz quinze, todas as minhas amigas já tinham completado essa idade, sempre fui a baby do grupinho, pois sou de dezembro. E eu sempre ouvi meu pai dizer "depois dos quinze o tempo voa", claro que nunca levei isso a sério. Mas tinha um fundinho de verdade. Naquela época eu não pensava muito em universidade, nem muito no curso que faria. Eu tinha algumas ideias, mas só ideias bem distantes. Ideia estava perdendo o acento na época e ainda não me acostumei...

Eu planejava minha vida como um filme americano. Sonhavam em parar de estudar depois do ensino médio e poder passar um ano curtindo a v1d4 l0k4 e só então ir em busca de uma faculdade. E o que aconteceu foi que eu estive desesperada para entrar numa universidade no último ano de ensino médio, não passei e fiquei o ano seguinte saindo do quarto apenas para o vestibular e banheiro. Tudo bem eu fazia algumas refeições também.

Nunca me imaginaria dando replay numa música do Justin Bieber, nem rebolando numa casa de festas noturna. Eu também tinha certeza que não ia me apaixonar novamente. Eu achava que minhas amigas da época seriam minhas eternas amigas e que me doariam até rins. Acreditava que um dia aprenderia a dançar e que o ensino médio seria um American Pie. No fim das contas eu odeio a escola que estudei e graças a Deus não preciso de rins, pois as amigas que ficaram estão com os delas piores que os meus.

Hoje eu sei que daqui 5 anos todas as minhas certezas podem ter mudado. Eu posso mudar de ideia do que quero trabalhar e inventar de fazer entrevista na globo. Talvez eu me apaixone por uma banda do Marrocos, vá a um bar de motoqueiros, ganhe mais amigos, perca alguns, faça drama aos vinte e cinco, mude de curso, me apaixone, precise de um rim... São tantas possibilidades! Pensar que eu posso mudar, me reinventar durante toda a minha vida ou não é bom. E como dizem: viver é aprender todos os dias. E quantos dias já se passaram desde que eu fiz quinze anos...