23 de nov de 2013

Seguir em frente



Eu desisti. Já li alguns textinhos de "auto-ajuda" que rolam pelas redes sociais de pessoas que sofreram por algo. E não serve pra tudo, sabe? Algumas coisas tem mesmo que ir embora, algumas pessoas realmente tem que ir embora. Quase todos na verdade. Acho que é a nossa mania de acharmos as coisas TÃO intensas. Tudo é pra sempre, nunca faremos, jamais esqueceremos etc. Eu sei que é óbvio, mas a vida é tão mais que isso. Muito mais que a infância, que a adolescência, que escola e relacionamentos amorosos. Tem muito mais entre isso, por trás disso e além disso. E isso faz parte do crescimento e é bom que faça. Claro que ainda tem muito que aprender, mas isso é frase de velho chato.

Tem gente que não percebe quando as coisas acabam. Elas preferem culpar os outros, quando na verdade ninguém tem culpa. Ou quando as coisas mudam radicalmente e elas se prendem ao passado e fecham os olhos pra o que acontece no agora. É triste e compreensível ao mesmo tempo, nem todos conseguem encarar a realidade. Ela é dura e cruel. Eu também tenho minhas crises existenciais e não sei até quando irão durar. Mas eu tento mudar, pra crescer.

Eu esqueci. Ou pelo menos eu quero. Esquecer é difícil, mas é imprescindível. Não dá pra ficar relembrando tristezas, sofrimentos e que as coisas não acontecem como você gostaria. Rancor só faz mal pra quem sente. Então a minha meta é seguir em frente, move on! Acho que ainda terei recaídas, ainda mais na TPM. Mas faz parte.

Faz parte tudo isso. Rir até chorar, chorar até voltar a rir. Eu li num livro que "ninguém suportaria cem anos de felicidade". Precisa de algo mais?

É isso. Eu preciso seguir em frente com as coisas boas. As ruins sempre valem a pena pra aprender, mas as boas me fazem feliz quando ta escuro e todo mundo da minha casa já dormiu.

Acho que estou precisando parar de me preocupar tanto. Não da pra ter o controle de tudo. Alguém vai rir de mim, alguém vai dizer que eu não sou legal ou boa pra algo e não posso morrer por isso. Não posso viver dos outros. Se eles não aceitam a própria realidade, como vão enxergar a minha?