Ele era Pisciano

23 de jan de 2018

Romântico incurável, do jeito que eu sempre sonhei em casar. Sim, daqueles que trazem flores e bombons.

É claro que não nos conhecemos na balada. Foi aquele romance de escola que demorou pra engatar (só quando saímos da escola), mas uma hora engatou. Não foi na primeira porque ele estava tímido, nem na segunda porque eu fiquei com medo de que ele não quisesse nada, mas na terceira ele me deu o tão famoso beijo de boa noite e eu quis que ele ficasse a noite inteira. É claro que ele ficou, porque ser romântico não tira o tesão de ninguém nessa vida. Amém.

E qual era a graça? A graça era estar com alguém leve e simples. Porque ele ficava feliz com as pequenas coisas. "Nossa, hoje um menininho falou que minha barba era maneira." Pronto, ganhou o dia. Ele também refletia muito sobre a vida. "Pra onde vamos depois daqui?", "Será que a gente fica junto?". Havia os dias de drama também. Drama porque eu não liguei pra avisar que cheguei bem. Drama porque no primeiro mês eu não comprei um presentinho. Mas isso não virava uma confusão muito menos chororôs intermináveis. Era só um beicinho que eu nunca resisti.

Pode até parecer clichê, mas ele amava água. Praia, piscina, beber água, tomar banho junto... Tendo água ele estava lá! Eu embarcava com ele nas "aventuras marítimas" em atravessar trilhas pra chegar numa praia porque "nossa olha esse horizonte". Embarcava também quando ele, e o beicinho dele, diziam "hum vamo ficar o domingo todo na cama comendo besteira e assistindo série diz-que-sim?". Aquela manhã e aquela aptidão para fazer brigadeiro de panela deveriam entrar para o currículo.

Falando em trabalho, eu me lembro do dia que ele foi demitido. Ficou triste, reclamou um pouquinho, mas disse que tudo bem. Outras portas se abririam, talvez tudo isso o deixasse ainda mais próximo do seu sonho. Os insensíveis de plantão e os machistas também, duvidavam da sexualidade dele. Na verdade eu fui alertada pra "não perder meu tempo com quem gostava da mesma fruta que eu". O motivo era simples: ele transbordava sensibilidade. Não, ele não chorou assistindo Marley e Eu, mas ele sentia no meu "oi" pelo telefone que eu não estava bem e precisava conversar. Eu não precisava falar muito pra que ele entendesse que não estava bem ou que eu precisava de alguém pra desabafar. Era como se ele lesse cada sensação em mim e tivesse um manual perfeito de como agir.

No dia que ele saiu da minha vida eu fiquei mal. Um dos poucos relacionamentos que não fui eu quem terminou. Ele precisou se mudar, adivinha pra que? Pra seguir um de seus sonhos que, infelizmente, estava em outro país. Mas pensa que ele disse só um "vou sentir sua falta, fica bem, a gente vai ser amigo". Não, não. Ele fez carta, ele me fez lembrar na semana antes de ir embora de todas as coisas maravilhosas que a gente viveu. Quando a despedida enfim veio eu estava de coração partido, mas imensamente grata pela alegria de ter aquela pessoa na minha vida tanto tempo. Nem a partida dele provocou confusões, só um chororô. Ele foi, levou uma parte de mim e deixou outra tão grande dele aqui.

Por: Sabrina Lima

Donos da Verdade #Sabrinice23

22 de jan de 2018

Quem nunca conheceu aquela pessoa dona da verdade? Sabe aquele tipo de gente que sempre sabe mais, que está sempre certo. A detentora de todo conhecimento existente. Só de falar da uma preguiça né? Pois é, não seja essa pessoa.

Tem gente que nem faz por mal. É que algumas pessoas se acham muito espertas e inteligentes, têm uma auto estima bem alta e simplesmente não conseguem perceber que estão sendo insuportáveis. É bom ter paciência, mas se você tiver algum amigo ou conhecido desse jeito, dê o famoso toque. Porque ele/ela está precisando.

O problema de se achar muito inteligente é que você bloqueia outros conhecimentos. Ninguém sabe de tudo. E aí se você se acha esperto demais, muito provavelmente não vai querer dar atenção para o que os outros ensinam. E o segundo maior problema de quem se acha muito inteligente é sempre querer mostrar a sua inteligência. Seja interrompendo o professor todo momento para fazer uma palestra para a turma que -em 99% das vezes- não estará muito interessada em te ouvir. É assim que além de se tornar uma pessoa que não dá ouvido aos outros, também é indesejável por todo mundo e sempre que abre a boca milhares de olhos começam a revirar.

Existem diversas maneiras de você ser um "sabe tudo" e eu separei exemplos bem comuns:
1- Quando você quer roubar a aula do professor e falar mais que ele.
2- Quando alguém tenta te explicar algo, você ignora tudo e volta a falar do assunto inicial.
3- Quando você nunca viveu uma situação, mas se acha especialista nela. Por exemplo quando você diz como vai agir quando tiver um/a namorado/a, sem nunca ter tido um/a. Você não sabe e deveria aceitar.
4- Quando você está errado e fica tentando mascarar o erro porque você nunca aceita estar errado. 

Não saber de algo é muito natural, vai ser assim a vida inteira. Se você for uma pessoa realmente esperta vai se tocar disso e não vai perder oportunidade de aprender todos os dias. 

Aproveita que ainda é tempo de você baixar a bola e aceitar que dentro dessa cabeça ai pode caber muita informação, você pode ser muito inteligente, mas não tem todas as informações do mundo e também não precisa ficar sendo um chato perturbando os outros com a sua necessidade de aprovação. Ninguém é dono da verdade.

Obrigada por me ler e não seja um dono da verdade

Por: Sabrina Lima

Esse texto é pra você

17 de jan de 2018

Talvez a sua mania de dificultar nem seja de propósito. Mas eu gosto. De tantos caras que peguei, simplesmente enjoei. E você mesmo com a luta ganha, continua fazendo um jogo que na verdade nem tem cara de jogo nem muito menos me parece que eu tenha chance de virar esse placar.

É sempre assim que acontece, aparentemente está tudo certo. Quase como nos filmes em que o mocinho ama a mocinha e você sabe que o final está chegando. Só que aqui na vida real o final não chega. Não chega porque você renova a minha vontade de ficar para mais um filme. Não chega porque você tem alguma coisa faltando e eu preciso encontrar, só assim o filme pode acabar. Mas eu não encontro! Então eu preciso continuar procurando em todos os lugares possíveis. E aí eu vou esquecendo a procura, fico mais relaxada, a gente vive um monte de momento maravilhoso junto e volta o ciclo de achar que acaba, mas nunca acaba.

Algumas pessoas nem devem entender o que eu estou tentando explicar. Talvez nem você entenda. Mas aqui dentro de mim eu sinto uma vontade de conquista. Conquistar as pessoas, as coisas, o mundo. No entanto você tem conseguido ser a pessoa mais inconquistável da face dessa Terra e é justamente por isso que eu te quero. Eu sei que se você me der exatamente aquilo que eu te peço eu vou desistir. Essa é uma das maiores peças que a vida me pregou: me dar o que eu quero sem me dar o que que quero. É exatamente isso. Porque o que eu quero é uma coisa utópica que só seguindo o meu roteiro alguém vai conseguir. Você é aquele ator que decora umas partes e improvisa outras, meu papel é tentar te obrigar a seguir tudo, mas você não segue.

Os improvisos acabam sendo melhores que o roteiro original, eu admito. E mais uma vez eu esqueço o que eu queria, esqueço que estava procurando algo e que parei no meio do caminho porque algo muito mais interessante me aconteceu. Algo que não tem músculos monstruosos como o Capitão América, mas que me sustenta e me levanta nas horas corretas. Algo que é tão bom que eu vejo acordada e sonhando. E todo aquele ciclo de querer e não ter e esquecer de querer e voltar a querer e não ter mais uma vez e parecer que vou ter, mas na verdade não vou. Ter um pouquinho e não ter mais. Ter e não ter eis a questão.

O pior disso tudo é que é natural, nada planejado. Como eu disse: um jogo ganho porque na verdade nem é jogo. Eu só quero te dizer que você é o melhor de todos nisso. Conseguiu o que queria e ainda consegue me fazer ter dúvida se eu consegui de verdade, porque é isso que eu quero, eu quero saber que preciso te conquistar todos os dias, a minha missão é essa. Invadir, conquistar e partir. Mas por você eu fico, porque essa terra é difícil demais de conquistar até quando todos os meu soldadinhos estão por aqui. Até quando o meu país inteiro já se mudou, você me olha e ri, pra eu saber que ainda falta um pedaço. Fique sabendo que eu não vou desistir porque uma conquistadora nunca desiste. Se tá difícil eu simplesmente quero mais ainda. Eu quero você mais ainda.

Por: Sabrina Lima

Pessoas para tirar da sua vida #Sabrinice22

15 de jan de 2018

Já passei um pouco essa ideia em outros posts (e lá instagram também) e hoje eu resolvi ser mais direta ainda quanto a esse assunto. Existem pessoas que você pode tirar da sua vida. 

Muita gente me enxerga "radical" por ter essa ideia, mas eu posso te afirmar que não é ser radical. Pensa comigo, quando uma pessoa te faz mal (decepciona, trai, magoa, algo ruim) você tem duas opções saudáveis: 1) perdoar e seguir em frente ou 2) não perdoar, não guardar mágoa e seguir em frente. Só falei das saudáveis porque são elas que importam, vingança, rancor e sentimentos do gênero eu tô fora!

Não nego que já escolhi opções não saudáveis, mas hoje eu posso dizer que não escolho mais. O perdão é muito importante e não é um ato para fingir, se você perdoa alguém não pode se sentir do mesmo jeito quanto ao assunto/pessoa que você perdoou. Perdoar é deixar aquilo no passado, entender que foi algo ruim, mas que não te afeta mais. E por mais que a gente tente muito, às vezes não conseguimos perdoar, nesses casos eu acho melhor cada um pegar o banquinho e sair de fininho. Sem gerar mais e mais mágoas. A gente tem que saber tentar e saber a hora de parar de tentar.

O que eu posso perdoar eu vou perdoando, mas o que eu não posso eu simplesmente esqueço, mudo de calçada e não fico revivendo mais. Nada disso de desejar mal, ficar remoendo mágoas, não mesmo. Só um ponto final.

Isso é uma forma de limpar a sua vida de energias e influências negativas. Amigos/as, namorados/as, primos/as, tios/as, qualquer parente ou familiar que te faz ou fez mal, você não tem obrigação de manter essa pessoa na sua vida. A gente nasce numa família, mas nem sempre pertencemos a ela. Entende?

Com o tempo eu fui vendo que poderia ampliar essa "limpa" para o mundo virtual também. Parar de seguir pessoas que não me inspiram nada de bom, parar de seguir pessoas que tomam atitudes que eu acho absurdamente errada (gente machista e/ou preconceituosa). Não é que a gente deve viver numa bolha e só andar com gente que pensa igual, até podemos fazer isso, mas a minha ideia é andar com gente que me inspira o bem. Gente que admite preconceito e tenta perder eles, gente que admite erro, gente que acorda e fica grato por ter acordado. E cada um se cerca daquilo que quer (ou pelo menos deveria ser assim).

Um novo ano está chegando e tem algumas pessoas que você poderia deixar em 2017. Mesmo que um dia vocês retomem o contato, um tempo é sempre bom.

Já passei um pouco essa ideia em outros posts (lá instagram também) e hoje eu resolvi ser mais direta ainda quanto a esse assunto. Existem pessoas que você pode tirar da sua vida.

Muita gente me enxerga "radical" por ter essa ideia, mas eu posso te afirmar que não é ser radical. Pensa comigo, quando uma pessoa te faz mal (decepciona, trai, magoa, algo ruim) você tem duas opções saudáveis: 1) perdoar e seguir em frente ou 2) não perdoar e também não guardar mágoa. Só falei das saudáveis porque pra mim são elas que importam, vingança, rancor e sentimentos do gênero eu tô fora!

Não nego que já escolhi opções não saudáveis, mas hoje eu posso dizer que não escolho mais. O perdão é muito importante e não é um ato para fingir, se você perdoa alguém não pode se sentir do mesmo jeito quanto aquele assunto/pessoa que você perdoou. Perdoar é deixar aquilo no passado, entender que foi algo ruim, mas que não te afeta mais. E por mias que a gente tente muito, às vezes não conseguimos perdoar, nesses casos eu acho melhor cada um pegar o banquinho e sair de fininho. Sem gerar mais e mais mágoas. A gente tem que saber tentar e saber a hora de parar de tentar.

O que eu posso perdoar eu vou perdoando, mas o que eu não posso eu simplesmente esqueço, mudo de calçada e não fico revivendo mais. Nada disso de desejar mal, ficar remoendo mágoas, não mesmo. Só um ponto final.

Isso é uma forma de limpar a sua vida de energias e influências negativas. Amigos/as, namorados/as, primos/as, tios/as, qualquer parente ou familiar que te faz ou fez mal, você não tem obrigação de manter essa pessoa na sua vida. A gente nasce numa família, mas nem sempre pertencemos a ela. Entende?

Com o tempo eu fui vendo que poderia ampliar essa "limpa" para o mundo virtual também. Parar de seguir pessoas que não me inspiram nada de bom, parar de seguir pessoas que tomam atitudes que eu acho absurdamente errada (tipo uns caras machistão). Não é que a gente deve viver numa bolha e só andar com gente que pensa igual, até podemos fazer isso, mas a minha ideia é andar com gente que me inspira o bem. Gente que admite preconceito e tenta perder eles, gente que admite erro, gente que acorda e fica grato por ter acordado. E cada um se cerca daquilo que quer (ou pelo menos deveria ser assim).

Um novo ano está começando e tem algumas pessoas que você poderia deixar em 2017. Mesmo que um dia vocês retomem o contato, um tempo é sempre bom.

Não sou a Dona da Verdade, nem pretendo ser. Não quero com esse texto dizer o jeito certo ou errado de viver, é apenas uma reflexão. Me segue no instagram que eu fico lá falando essas doideiras também: @sabrinandoblog.

Obrigada por me ler e faça uma faxina!

Por: Sabrina M. Lima

Feliz Ano Novo!

3 de jan de 2018

Um novo ano começou e você não pode esquecer de tudo que você aprendeu no anterior. Apesar de nem sempre tudo dar certo, muitas vezes as coisas dão certo sim e é desses momentos que a gente precisa lembrar. Os momentos ruins são os famigerados aprendizados e aí você só carrega apenas a parte boa disso. Se tem algo que eu aprendi nesse ano foi desapegar do que eu não preciso. Lembranças e sentimentos ruins são tudo que eu não preciso. Nem você.

Muitas vezes você pode olhar para trás, não lembrar do que você fez e ficar se menosprezando, dizendo que não fez nada que preste. Mas fez sim! Eu até recomendo que você anote num papelzinho todas as coisas que você fez de bom, todas as coisas que você aprendeu. Não são os outros que precisam nos recordar do quão bom nós somos, a gente tem que fazer isso pela nossa própria auto estima. A gente tem que criar o costume de ser mais gentil.

Recomendo também que você esqueça os erros, se reprovou de ano, se ficou com alguém que não tinha absolutamente nada a ver com você ou fez qualquer outra coisa que considere uma burrada, esqueça. Perdoe a si mesmo por ser humano e errar. Perdoe e perceba que se não fossem essas "burradas" você não seria a pessoa que é agora.

Tudo que aconteceu precisa acontecer de alguma forma. Pra você crescer, evoluir e amadurecer. Não adianta pegar essas "tragédias" como justificativa do porquê você não conseguiu ou do porquê você não consegue. Não arrume motivos para não seguir em frente, é justamente ao contrário disso. Transforme em motivos para continuar até aquilo que ninguém nunca imaginou que poderia servir para tal.

Um novo ano está começando e eu te desejar felicidade nele, mas acima disso eu quero te desejar força para fazer os seus dias felizes. Para aprender que a felicidade não está num lugar desconhecido, num amor que ainda não veio ou em qualquer acontecimento/pessoa que está no futuro. A felicidade está aí na sua cara e você só precisa enxergar.

Por: Sabrina Lima

5 Lembretes para passar iniciar o ano bem

1 de jan de 2018

A ideia aqui é ficar com a energia lá em cima durante o ano todo. De sempre lembrar de coisas boas e do bem durante o ano todo, mesmo nas fases ruins que você tiver que enfrentar.

1- "É meu e ninguém vai tirar de mim."
Você briga pelo último pedaço de bolo? Então brigue pelos seus sonhos também, não deixe que as pessoas te desestimulem a conseguir o que você quer. Se você quer mudar sua alimentação e as pessoas dizem que é frescura, não dê ouvidos. Se você quer mudar um hábito (tipo eu que como muito doce e queria diminuir), apenas mude e não ligue para o que vão dizer. Se você quer entrar para a faculdade, comprar um carro, passar pela transição capilar, o que for! As pessoas sempre estarão aí para te desestimular e te deixar desacreditada, por isso a força pra continuar tem que vir de dentro.

2- Emane o bem para atrair o bem.
Olha eu acredito muito em energias e se tem uma coisa que eu percebi ao longo das minhas observações, é que a gente atrai as pessoas. Claro que se você é vítima de um crime você não atraiu isso. Ou se você tem um chefe merda também não foi você quem atraiu. Mas crush, amigos, etc. é você que atrai. As nossas energias são poderosíssimas e se a gente ta emanando arco-íris e florzinha, é isso que vai voltar para nós. Mas o contrário também acontece. Por isso que muita gente embuste está sempre reclamando de outros embustes.

3- Viver com o que eu preciso, o resto eu tiro.
Mais um aprendizado direto de 2017 é viver com as coisas que eu preciso. Tentar diminuir o consumo inútil o máximo que você puder. Assim sobra mais dinheiro para viver experiências, que são o que te fazem crescer de verdade. As festas de final de ano passaram e todas essas roupas que você comprou para ficar em casa precisam ser usadas. Se não for pra usar, doe logo e não se prenda ao que não te acrescenta. Depois você verá que pode fazer isso com outros objetos e até com pessoas que não te fazem bem.

4- "Ouvir os outros e a mim."
Quando a gente fala de falar menos e ouvir mais parece que é para ouvir só os outros, mas não é bem assim. Quando a gente tem dúvida sobre uma decisão -seja de mudar de curso na faculdade ou de qual roupa usar- costumamos pedir a opinião de alguém da nossa confiança. Mas no meio da opinião a pessoa pode te dar umas ideias erradas, por exemplo: não mude de curso porque você não vai ganhar dinheiro com nenhum outro. Mas se você não faz um curso apenas pensando em dinheiro, essa opinião não valeu de nada, correto? É bom sim ouvir os outros, mas ouça você também e tenha em vista as suas prioridades, não as prioridades dos outros. Eles não vivem a sua vida.

5- Quando tudo dá errado, tudo dá certo.
Quem nunca ouviu as incontáveis frases desse tipo "Depois da chuva vem a bonança"? Virou uma verdade popular, uma sabedoria que passará para todas as próximas gerações. E não tem nada a ver com otimismo, tem a ver com a lógica. Sabe aquilo do bem não existe sem o mal? Então, é por isso que não tem como acontecer só coisa ruim, as boas precisam acontecer. É o ciclo natural da vida. Por isso não se desespere com aquilo que deu errado. Se você puder resolver, resolva. Se não estiver ao seu alcance, deixa pra lá que vai melhorar.

Por: Sabrina Lima

Crônica de Ano Novo

30 de dez de 2017

Esse ano eu errei, ah, mas como eu errei. Eu virei amiga de quem me traiu, eu perdoei erros de um namorado que voltou a cometê-los, eu me afastei de gente que eu amo. Mas eu também me livrei de gente que me fazia mal, percebi hábitos do meu dia a dia que não valiam a pena continuar e arrumei um emprego muito melhor do que eu tinha. Acho que posso dizer que vou terminar o ano em 1x1. Não dá pra dizer que foi tudo de ruim, nem tudo de bom.

Como o dia 31 de dezembro é A Data do meu ano, é a data que eu espero mais que o meu aniversário, então hoje eu me permiti fazer um dia todo de princesa. Lavei o cabelo, hidratei, fiz a sobrancelha, a unha, uma limpeza de pele caseira e quando eu me olhei no espelho lá pelas 18h da noite até eu queria me dar uns pegas. Isso porque eu ainda nem tinha colocado meu vestidinho branco lindo -de uma promoção que eu peguei no meio do ano!

Eu sou simplesmente apaixonada por essa sensação de fim de ciclo. Apaixonada por saber que eu conclui mais um ano sabe? A ideia de um recomeço, de renovação e toda essa simbologia simplesmente mexem comigo. O que é a vida se não fases? A gente tá sempre em uma fase, daí ela acaba e outra começa. Isso dá um conforto bom quando é uma fase ruim, porque a gente sabe que ela vai acabar. Mas dá um friozinho na barriga porque quando uma acaba outra começa e aí é um novo desafio, novas oportunidades, novos motivos para sorrir, novos momentos para aprender e eu amo o novo!

Lá estava eu na festa que eu ajudei meus amigos a organizar, a churrasqueira já estava acesa e a chuva parecia prestes a cair.  E eu só estava ali sentada, vendo todo mundo conversar e tomada por uma energia tão boa que se alguém me beliscasse, eu sorriria. Pensando na Ale que eu era em 31 de dezembro de 2016 e na Ale que eu sou agora. Duas pessoas completamente diferentes. Uma com o cabelo muito mais bonito que a outra e com uma confiança em mim que eu nunca imaginei.

A chuva começou a cair, a galera se escondeu na parte coberta da casa, uma amiga já tinha feito contagem regressiva duzentas vezes. Eu, que já tinha bebido algumas, coloquei Anitta pra tocar porque as meninas queriam ficar com o quadradinho bem ensaiado, afinal jaja é carnaval. Foi aí que do nada alguém gritou um nome e na hora eu nem me dei conta de quem era, tinha muita gente lá né? E quando eu vi dei um gritinho interno.

Foi o cara que eu conheci quando terminei meu namoro. Eu não lembrava que ele era amigo de alguém dali. Ele era tão gato que, na época que ficamos contei para as pessoas e muita gente nem acreditou. Mas o que eu não acreditei é que ele conseguia ser tão gato e tão gente boa ao mesmo tempo. Nosso lance não durou porque eu estava triste ainda com a história toda do término e ele, bem sagitariano, tinha um intercâmbio para fazer. E agora, no meio do nada ele aparece na festa de final de ano, lindo e com o cabelo molhado.

"Quer uma toalha?"
"Eu sabia que você ia estar aqui, a Laura tá aqui você ia estar."
"Eu ajudei a organziar a festa e não sabia que você viria, como pode?"
"Não me sentiu voltar?"
Eu ri.
"Não, eu não senti. Mas você poderia ter avisado." Falei isso e reparei na Karina fazendo a contagem regressiva pela ducentésima primeira vez.
"Eu avisei, mas parece que você mudou de número. Ou não quer falar comigo."
Ops, eu mudei de número mesmo.
"Claro que eu quero falar com você."

Depois disso ele me beijou. Assim mesmo, no susto. Eu demorei alguns segundos pra perceber que estava sendo beijada. Beijada por aquele homem lindo, maravilhoso e que pelo visto enxergava que eu sou linda e maravilhosa também. Mas ai todo mundo começou a gritar e sacudir a gente.

"FELIZ ANO NOVO!" Ele gritou no meu ouvido enquanto todo mundo gritava todo tipo de coisa. E aí eu me dei conta que a contagem regressiva era pra valer! O único pensamento que me veio foi "virar o ano beijando um homem bom desses só pode significar coisa boa."

Por: Sabrina Lima

Metas 2018 #Sabrinice20

26 de dez de 2017

Dezembro é o mês em que ao mesmo tempo olhamos muito para o passado e para o futuro. A gente fica nostálgico, por vezes arrependido, achando que poderia ter feito mais ou melhor. A gente também fica animado pra fazer diferente no ano seguinte e colocar os novos planos em ação, ter um ano bom. O clima de fim de ciclo e recomeço contagia todo mundo. E é minha época do ano preferida.

Decidi falar de metas porque esse é um costume de final de ano. Eu mesma sempre faço uma listinha de metas, mas antes de você fazer a sua eu te convido a refletir um pouquinho comigo. E mesmo que você já tenha feito, ainda é tempo de mudar algumas.

Como eu disse é época de passado e futuro se misturarem. De passado eu posso dizer que esse ano aprendi muito sobre a importância que eu dou às coisas, por exemplo: roupas. Eu sempre me importei muito com roupa, em ter variedade de peças, etc. Mas ai eu me peguei analisando meu guarda-roupa e percebi que tinha mais roupas que eu precisava. Que eu tinha roupas que não combinavam comigo só pra ser um número a mais de peça no guarda roupa. E para o futuro eu decidi que não faria mais isso. Nem com roupas, nem com mais nada material. Vou comprar o que eu preciso de verdade e fim.

Agora voltamos para as suas metas. As metas que você fez, você precisa delas? A sua meta é comprar um iphone? Se sim, pra quê? Você vai utilizar de todos os recursos desse celular que é tão caro ou só quer comprar pra mostrar para as pessoas que você tem esse celular? A sua meta é emagrecer? Se sim, pra quê? Porque as pessoas ficam dizendo que você está gordo/a? Ou porque você foi num nutricionista e ele disse que tem alguma coisa na sua alimentação que poderia melhorar e essa melhora refletiria no seu peso?

Metas materiais são importantes, assim como metas estéticas (como emagrecer ou deixar o cabelo crescer). Mas metas que vão te enriquecer interiormente também são muito importantes. Metas que façam você crescer como ser humano e caminhar na direção de ser alguém melhor. Isso faz com que você conheça a si mesmo também. E com isso saiba definir cada vez mais fácil o que é melhor para você, o que é certo para você e não ficar perdendo tempo com metas que só são baseadas em ego e aparências.

Não sou a Dona da Verdade, nem pretendo ser. Não quero com esse texto dizer o jeito certo ou errado de viver, é apenas uma reflexão. 
Me segue no instagram que eu fico lá falando essas doideiras também: @sabrinandoblog.


Obrigada por me ler e Feliz Ano Novo!

Por: Sabrina Lima

Ele era Capricorniano

23 de dez de 2017

Meu último namoro tinha acabado há dois anos, eu curti bem a vida de solteira, mas cansei. Sabe? Pois é, queria algo realmente sério. Conhecer a família, ter almoço de domingo na casa da avó. Mas eu não ia namorar qualquer um que aparecesse, calma ai. Daí que ao conversar sobre isso com um amigo, falando do quanto é difícil achar alguém que queira um relacionamento e sustente essa vontade por alguns anos, ele me disse "vou te apresentar um amigo que só namora". E eu fiquei pensando "han? como alguém só namora?"

Sim, foi um exagero do meu querido amigo. O cara teve relacionamentos longos, ele era muito maduro e não gostava de "perder tempo". Sério, ele disse isso. Se ele conhecia uma menina, via que eles dois não tinham nada a ver ele era prático: ficava com ela se a vontade fosse essa, mas não enrolava ninguém nem tentava um relacionamento "certo de dar errado". Eu pensei isso ai que você pensou "nossa, mas que monstro frio e calculista". Mas veja bem, isso economiza tanto estresse. Tantos "vamos conversar" que não precisaram ser ditos. É um estilo de vida sabe? É claro que não temos como ter CERTEZA se um relacionamento dará certo ou não, mas se o seu objetivo é um namoro sólido e tals, pra que ficar com todo mundo sem nenhum filtro? É uma questão de objetivos e esse cara tinha muito objetivo na vida.

Acho que o primeiro objetivo era ter muito dinheiro e se gabar de todas as economias. Sério! Que mão de vaca! Mas veja o lado positivo: ele comprou a casa própria antes dos 30 e não veio de família rica. Pois é, foco e determinação, eu aprendi tanto com ele. Mas não pense que sou uma interesseira. Nosso relacionamento começou porque eu fiquei muito muito apaixonada por aquela segurança que ele passava. Não eu NÃO ESTOU FALANDO DA CASA. Segurança emocional, segurança de decisões e opiniões. Sabe quando você pergunta pra alguém "azul ou verde?" e ela fala "ah, pode ser qualquer um" ou "os dois são bons" ou "tanto faz" "você que sabe"? Ele respondia "azul ficou melhor, combinou com seu brinco. O verde é bonito, mas acho que não com esse sapato." O cara tinha opinião, tinha coragem e era sincero. Como eu não me apaixonaria?

Eu tenho certeza que eu me apaixonei primeiro e fui a única apaixonada por um tempo. Mas foi o lance do "objetivismo" dele. Ele buscava um namoro, eu também, logo já tínhamos isso em comum. Daí eu me apaixonei (e eu sempre deixo claro quando me apaixono) e alguma coisa de boa ele viu nisso. Notavelmente ele não era uma pessoa de se entregar fácil, confiar fácil, tudo fácil. Na real era um pouco pessimista e isso talvez fosse o que mais o atrapalhava. Eu sempre estava lá tentando animar e ele me chamava de "sonhadora". Tudo bem, eu sou. Mas fantasia é bom né? Não, pra ele não era.

No nosso aniversário de um ano ele fez surpresa e tudo mais. Eu nem acreditei, porque sério ele não era nem de longe o cara mais romântico que andou nessa terra. Frases feitas, cartas, textão, nada disso era a cara dele. Ele era simples e quando fazia algo era especial. Ele fazia de corpo e alma.

Queria terminar dizendo "nós casamos, fomos muito felizes, tivemos 2 filhos e fim". Mas não foi assim que aconteceu. Com um tempo as minhas "fantasias sonhadoras" viraram "infantis demais". Com o tempo a praticidade até na hora de colocar o café na xícara ficou demais pra mim. Com o tempo necessidade de juntar dinheiro pra fazer uma viagem perfeita virou demais, eu poderia ficar numa barraca que tanto faz. Toda aquela "solidez" dele me pareceu tão dura com o tempo, quase uma armadura e eu fui ficando com preguiça de forçar a minha passagem. E eu admito: eu queria cartas, eu queria pétalas de rosa e usando a praticidade que aprendi: ele não ia me dar, logo melhor terminar. Foi uma equação bem simples. Ele não chorou, nem me disse coisas ruins. Falou "a escolha é sua, só que comigo não tem volta". Não teve mesmo, até porque ninguém tentou. Eu sempre fui muito orgulhosa.

Por: Sabrina Lima

Crônica de Natal

Tentei não chegar atrasada hoje. Cheguei atrasada.

Quebrei um prato bem no meio da sala quando ia começar a me arrumar e ai tive que varrer umas cinquenta vezes até ter certeza que não teria mais nenhum caco de vidro pra entrar no meu pé no futuro. Na hora do banho eu tive que sair do banheiro 3 vezes! Na primeira esqueci a toalha, ainda bem que ainda não tinha entrado no chuveiro. Na segunda eu percebi que tava sem sabonete, o que eu comprei estava dentro da sacola na bancada da cozinha. Daí a terceira vez alguém me interfonou por engano.

Trinta minutos depois do planejado foi que eu consegui enfim tomar um banho. Um banho daquele de princesa, ou quase né? Porque eu sabia que tinha menos tempo. Então a esfoliação foi mais ou menos e a hidratação teve que ficar menos de 10 minutos mesmo e pronto. E aí veio a roupa. Claro que eu já tinha escolhido a roupa! Mas é claro que escolhi uma roupa que amassava para cacete e é claro também que eu não tenho ferro em casa. Tive que pedir na vizinha. Então antes de pedir eu precisei vestir uma roupa para sair de casa e ir até a bendita da vizinha.

Consegui o ferro, passei a roupa e lá fui eu devolver o tal do ferro. Entrei e adivinha? Acabou a luz! Foram 5 minutos desesperadores, eu queria chorar, sério mesmo. Mas aí voltou e eu perdi uns bons 10 minutos avisando todo mundo que a luz tinha acabado, a roupa amassado, o sabonete esquecido, o interfone enganado, a toalha do lado de fora e que por isso tudo eu me atrasaria, não era falta de comprometimento dessa vez.

Consegui vestir a roupa! Minha mãe me ligou pedindo pra comprar um suco porque a Tia Cris não estava bebendo refrigerante mais. Agora sim a arte iria começar, já tinha assistido e reassistido o tutorial de make da blogueira e sabia que seria a globeleza do Natal, com muito orgulho. Mas adivinha? Meu telefone estava descarregadíssimo e precisava ficar no carregador para poder assistir ao vídeo. O lugar da tomada tinha uma luz péssima, então resolvi deixar lá carregando um pouquinho enquanto eu fazia o básico que não precisava olhar no vídeo.

Preparei toda a mesa de operação e fui lá: base, corretivo, contorno, tudo ok. Até que... Mais cinco minutos sem luz. Cinco minutos sem o celular carregar. Cinco minutos que eu perdia e me atrasaria. "Ok" pensei, "vou fazer um lanchinho". Afinal a ceia só é liberada 00h e eu estava morta de fome! Comi tudinho e voltei para o quarto. Olho no espelho e adivinha? MEU CABELO QUASE SECO! Se você não tem o cabelo cacheado, deixa eu te explicar: não dá pra finalizar ele seco. Ele precisa estar molhado, a gente passa um creminho e faz a finalização preferida que te deixa se sentindo a pessoa mais poderosa do mundo. Você deve estar pensando "mas é só molhar", sim é só molhar. Mas isso demoraria mais um tempinho. Um tempinho que eu não tinha.

Fui molhar o cabelo no chuveiro e a roupa molhou. Depois que secou ela amassou de novo. A minha cara estava completamente derretida daquele calor absurdo porque perto do espelho o vento do ventilador não chega. Fiz um esfumado-gatinho-com-cílio (ou pelo menos achei que fiz) e sai correndo porque já eram 22h30 e eu precisava comprar um maldito suco!

Brincando de fórmula 1 eu consegui chegar as 23h40. Minha mãe bufava na porta, meu pai já tinha bebido vinho demais e de barriga vazia. Tia Cris bebeu também e o suco foi para as cucuias. Minha prima ainda teve coragem de perguntar "ué Brenda, você não ia ser a Globeleza do Natal?" eu juro que quis mandar ela pra um lugar bem feio. Mas fui no banheiro, tirei o máximo de make que eu consegui (se é que a gente pode chamar aquela massaroca de make) e passei um batomzinho da mamis. Saindo do banheiro a vó falou "Brendinha eu vou te dar um ferro no próximo Natal hehehe". Valeu vovó!

Auto estima lá em cima, decepcionada com a minha falta de planejamento, porém feliz. Natal não é roupa, presente, maquiagem ou comida. É família. Fiquei destraída nesse meu pensamento tão bonito e tomada pelo espírito natalino e quando vi a ceia estava sendo ATACADA.

"TIRA A MÃO DA RABANADA AGORA GABI!" Ah, para! Eu já tinha desistido de tudo: make, cabelo, look, não ia desistir da comida também! Nem presente eu ganhei!

Por: Sabrina Lima

Tinha que ser Hoje

20 de dez de 2017

Uma adolescência inteira cheia de tempo sobrando e vários nadas para fazer. Mas a gente escolheu sem decidir e acabamos sendo só amigos, durante anos. Anos e anos numa amizade que tava na cara que não era só amizade. A gente se gostava, mas a gente também era bobo demais para dizer isso. E no fundo no fundo, foi bom. Não foi tempo perdido, não é mais uma das coisas as quais eu me arrependo. Na verdade essa eu agradeço, porque namorar um amigo é muito mais legal.

Depois de um tempão, alguns trelêlês e uma lembrança que não ia embora: você. Eu não conseguia gostar de ninguém, sempre vinha você na memória. Quando eu achava que estava me apaixonando de novo durava muito pouco. E aí adivinha? Você de novo. Eu fui levando, mentindo pra mim mesma que era passado, que não tinha nada a ver. Já imaginou eu e você? Pois é, melhor deixar para lá, tentar esquecer, seguir vivendo e o que passou passou. Mas não passou.

Dizem que na vida a gente só precisa de alguns segundos insanos de coragem. Eu tive os meus, foi o suficiente pra mandar "oi sumido". E olha, eu nunca esperei tanto de uma mensagem como essa! Claro que se hoje eu lesse essa mesma conversa estaria morta no chão com vergonha. Não sou mais a mesma pessoa e com certeza não cometo os mesmos erros de português. E incrivelmente foi muito mais do que eu poderia desenhar na minha cabeça. São raras as vezes em que um expectativa é superada, por isso que os médicos recomendam não criá-las.

Até hoje eu nunca te perguntei, mas acho que você queria uma brecha, por menor que fosse. Algum conforto na área pra dizer "ah, aqui eu não corro riscos tão sérios." E eu tentei mostrar a brecha. A brecha não. A porta, um portão, um portal entre dimensões pra mostrar que sim: eu ainda gostava de você. E o mais importante: eu queria ficar com você. Não ficar, ficar, mas F-I-C-A-R com você. Naquele dia, no próximo e bem se até hoje você não entendeu: nas próximas vidas também.

Só quem não me conhece e também nunca leu um texto meu não sabe do meu sonho de viver um grande amor. De resto todo mundo sabe. Eu só nunca imaginei que seria tão rápido, que eu teria tanta sorte e que de fato seria tudo aquilo que eu pensava. E sim, deu tudo tão certo que eu ainda me assusto. Eu ainda penso "meu Deus eu fiz alguma coisa muito certa em outra vida, porque não é possível ter tanta sorte." A segunda opção é pensar que ainda pode vir muita coisa ruim pela frente, mas eu prefiro ser otimista.

Espero que os anos passem e eu continue me sentindo tão apaixonada quanto sempre. Espero que o tempo passe e eu continue dizendo "quem diria" porque eu não me canso de dizer isso. Espero que o tempo passe e eu continue achando que passou muito rápido, porque o tempo com você voa. Espero que o tempo passe e a cada ano eu tenha mais certeza de que algumas escolhas a gente faz, mas outras são feitas por algo bem acima da nossa compreensão.

Eu amo você, eu amo a gente e eu amo esses 1825 dias com você (sim eu usei a calculadora porque você me conhece.) Parabéns!

Por: Sabrina Lima

Espírito Natalino #Sabrinice19

19 de dez de 2017

Eu amo escrever essa série de textos Sabrinice e parece que vocês gostam também. E como estamos na semana do Natal é claro que o tema da semana tem Natal no meio.

Pra começar você já está sabendo que o blog tá com uma programação cheia de posts em dezembro né? Não só de Natal, mas com mais posts do que o normal! (Na verdade pretendo continuar o ano todo assim, nem sempre consigo porque sou uma só.) Não come mosca e leia os posts: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e fique ligado nos próximos!


A minha experiência com o Natal não é nada demais. Quando pequena eu ia na casa da minha avó e ficava lá uns 2 ou 3 dias. Era a única vez do ano que eu os via e sim eles moram no mesmo estado que eu. Por esse motivo eu nunca tive ligação forte com nenhum parente. Só tenho ligação com a minha família de casa (meus pais, minha irmã e meu sobrinho). Depois que eu fui ficando mais velha fui tendo cada vez mais preguiça de fazer uma viagem de quase 4 horas, pegando vários ônibus pra chegar num lugar e não conseguir nem conversar com quase ninguém. Até que os Natais passaram a ser aqui em casa (período que minha avó morou em outro estado.)

Depois desse breve conto de Natal você deve estar pensando "poxa Sabrina, mas que desanimo!". E sim!!! O Natal é bem desanimado para mim. Eu não vejo muita graça mesmo. Quando eu era pequena eu gostava de enfeitar a casa e tudo. Mas a parte da ceia, de fazer coisa em família, isso eu nunca curti muito. Com exceção da quantidade de rabanada que eu como, o Natal é um dia normal (e sim eu acredito em Deus, mas não eu não tenho religião).

Então por que você resolveu fazer um texto falando de Natal?

Porque Natal me lembra a família e é aí que entra a parte da desconstrução. Eu, Sabrininha, não tenho fortes laços com parentes. Nunca tive, a vida faz isso. E como o Natal é tipo um almoço de domingo grande, ele não faz sentido para a minha pessoa. Porque na minha casa nunca teve almoço de domingo. Eu não gosto da ideia de me forçar a ser família no Natal e saber que não serei o próximo ano todo. Não podemos forçar amor. Amor se constrói. Temos que aceitar que nem todo terreno é possível de construir.

Muita gente acredita que é obrigado a gostar/amar todos os tios, primos, avós etc. E eu vim dizer o óbvio: você não é obrigado/a. Não estou dizendo para brigar com todo mundo ou algo pior. Mas sim que você não deve se culpar por não ser próximo/a da sua família e por não querer ser. Digo isso porque já me culpei. Só quando comecei a pensar melhor sobre o assunto, eu percebi que estava tudo bem. Eu não escolhi todos os meus parentes, como poderia ter afinidade por todos eles? É um jogo de sorte.

Algumas pessoas tem facilidade em amar as outras. Mas não funciona igual com todo mundo. A minha família de verdade são os de casa, já citados anteriormente, e meus amigos. Eu não espero o Natal para ver nenhum deles. E o terreno estava ótimo, com aprovação da prefeitura e tudo, na hora de construir nosso lindo amor hahaha.

Por fim, se você não vai muito com a cara daquele tio super machista que fala das suas roupas, não se culpe por isso. Se você não gosta muito de ficar perto daquela tia super homofobica e fica louca pra dar umas respostas: segura firme e sai de perto. É difícil mesmo conviver com pessoas com visões muito diferentes e ainda mais visões preconceituosas, extremistas etc etc. Tenta se segurar pelo menos no Natal e se puder ficar longe o resto do ano, faça. (Teremos um texto sobre isso em breve)

Não se sita culpada/o por se afastar de quem não te faz bem. E se você, diferentemente de mim, ama o Natal e conta os segundos por ele: não deixe de curti-lo por meia dúzia de parentes chatos, ok?

Não sou a Dona da Verdade, nem pretendo ser. Não quero com esse texto dizer o jeito certo ou errado de viver, é apenas uma reflexão. 
Me segue no instagram que eu fico lá falando essas doideiras também: @sabrinandoblog.

Obrigada por me ler e com passas ou sem passas: Feliz Natal!

Por: Sabrina Lima

21 Motivos para agradecer

13 de dez de 2017

1- Agradeço pelo último dia nove de dezembro ter completado mais uma primavera.

2- Sou grata também por poder comemorar. Comemorar sozinha, comemorar acompanhada, comemorar com pizza, cerveja e relembrando história.

3- Agradeço por nesses 21 anos saber que envelheci uns 30, mas ainda assim me pedem a identidade quando compro uma Antárctica no mercado. Por isso eu agradeço aos cremes e o protetor solar.

4- Sou grata pelas pessoas maravilhosas que passaram na minha vida que me fizeram aprender muito. E agradeço também àquelas que ficaram, que além de me ensinar, tornam os meus dias mais doces.

5- Como eu sou grata aos doces! Aos doces de festa, aos doces que fazem meu dia virar uma festa. Eu amo doces!

6- Agradeço as pessoas ruins que eu conheci, pois também me mostraram algo que eu não quero ser.

7- Agradeço as barras que segurei que me fizeram amadurecer bastante. Agradeço os tombos que me fizeram muito mais humana. E agradeço os meus arrependimentos que me fazem perceber que me arrepender não dá em nada.

8- Eu sou grata a todos os X errados que marquei naquela prova que me levaria para outro lugar onde eu não conheceria ninguém que eu conheço hoje. Eu amo meu Zuleika.

9- Agradeço a minha ousadia e mania de querer ser quem eu sou. Mesmo que por vezes eu tenha pisado na bola comigo mesma.

10- Eu sou grata pelo meu coração mole que se apaixona fácil e não tem medo de demonstrar. Sou mais grata ainda por amar um drama e transformar isso em textos.

11- Agradeço por poder ter a família que eu escolhi -muito bem por sinal- e com ela contar. Contar da vida, contar dos casos, contar carneiros e em todos os outros momentos.

12- Sou grata a minha mania de mudar que me mantém em movimento, que me faz querer ser melhor e que me dá muito orgulho.

13- Agradeço também a todas as músicas, filmes e livros adolescentes que me iludiram fazendo pensar que o amor era um carinha gato que pega meus livros caso eles caiam.

14- Sou grata por conhecer o amor de verdade e saber que se meus livros caírem ele vai dizer "tu é uma mané mesmo".

15- Eu agradeço aos dias de frio que me deixam preguiçosa, manhosa e querendo ficar encolhidinha num casulo de edredom. E aos dias de sol que me deixam animada e com mais vontade de aproveitar a vida.

16- Falando eu sol eu vou agradecer ao meu. O meu lindo sol em Sagitário! Esse signo que eu amo e viveria cem vidas se em todas elas nascesse sagitariana. Logo eu agradeço a minha lua que também é em sagitário.

17- Agradeço aos meus pais que fizeram essa coisinha linda aqui. Não apenas um rostinho bonito, afinal meu pé também é lindo.

18- Sou grata a Deus por me colocar nesse mundo, por me presentear com pessoas e por estar comigo todo dia.

19- Agradeço aos meus vários momentos sozinha que me fizeram ter tantas ideias, pensar em tantas coisas e poder aprender tanto sobre mim. 

20- Sou grata por ter perdido a vergonha de escrever, por ter quase dois anos escrevendo neste blog, por saber e ficar bem com a ideia de que nem todo mundo vai gostar de mim ou do que eu faço.

21- Agradeço por ter bem mais de 21 motivos para agradecer, mas poder ter listado esses aqui para que alguém pudesse ler e até quem sabe rir.

Aprender a ser grata mudou a forma como eu me comporto e principalmente o jeito como eu vejo o mundo e a vida. A gratidão não é só uma florzinha do Facebook, é algo que deveria ser mais valorizado e deveria estar mais presente nas nossas vidas. Depois que eu comecei a reparar em tudo que eu tenho (não só material, é óbvio) minha vida se tornou mais leve e eu fiquei muito mais feliz. 

Por isso, novamente: obrigada por me ler e seja grato!

Por: Sabrina Lima


Sensível Demenos #Sabrinice18

12 de dez de 2017

Que atire a primeira pedra quem nunca leu nada do tipo "amar virou ato de coragem"? Alguma bobeirinha antes e depois alguma frase dessas dizendo que pra amar ou demonstrar você precisa ser corajoso e tudo mais.

A verdade é que virou moda fingir que não sente nada. Virou moda fingir que não se importa com nada, que é "superior" a tudo e que nada nos atinge. E essa moda é uma bosta. Porque com isso incentivamos atitudes egoístas, insensíveis, egocêntricas e grosseiras. Pessoas que não querem sentir para não parecerem fracas e por isso se tornam frias e cheia de problemas emocionais. Mas acontece que fingir que não sente e não sentir são duas coisas diferentes.

As pessoas "sem sentimento" na verdade estão cheias deles e não conseguem expressa-los. Isso não é algo digno de aplauso, é preocupante. Uma hora tudo isso que está preso vai vir a tona e ninguém sabe o que essa carga emocional pode desengatilhar na mente de alguém. Por isso eu digo e repito: sinta tudo sem medir, não sufoque seus sentimentos.

Se você está puto da vida, fique puto da vida. Se você está feliz pra cacete e sente vontade de gritar, grite. Se você está mal porque ele te largou, chore até te dar sede. Se você ficou alegre com a mensagem que ela mandou, diga que gostou. Não tem nenhum problema em demonstrar.

Esse medo todo do sofrimento me soa infantil. Como se qualquer fora de um/a crush fosse acabar com toda pessoa que você é. Acabar com tudo isso ai que seus pais educaram, com toda essa auto estima que você batalhou pra ter hoje. Por que é que as pessoas já pensam nas coisas dando errado quando ainda é tão cedo pra nomear essa "coisa"?

Existem traumas de diversos tipos, mas a gente tem que aprender a se curar. A olhar para dentro e pensar "é aqui tem uma ferida imensa, mas ela vai sarar". E quando sarar vai ficar tudo bem. A tempestade vem, desgraça com tudo, mas o sol vem também e você vai poder aproveitar dias lindos na piscina. Então pra que acabar com um verão todo por causa de uma chuva?

Perde o medo de ir atrás dele numa briga e parecer "fraca". Perde o medo de pedir pra voltar só porque foi ela que terminou e parecer "fraco". Perde o medo de ser fraco. Porque todo mundo é fraco às vezes. Mas se a gente perde o medo a gente começa a criar coragem de levar tapa na cara e depois fazer sabe o que? Rir! Rir porque a gente foi trouxa, rir e assumir que poderia ter feito diferente. Mas ali naquela hora você fez apenas o que seu coração pediu e aprendeu muito.

É sério, você vai se sentir foda mesmo depois de ter seu coração partido pela quinta vez. Porque se ele se partiu outras quatro, juntou tudo e ficou novo, é claro que pela quinta ele vai juntar de novo. E a cada vez que cola você aprende mais, aprende o que você quer e o que você não quer de um relacionamento.

A cada decepção com um amigo você aprende mais o tipo de pessoa que você ter por perto nos próximos anos. A cada vez que você morre de raiva por ter faltada muito pouco pra passar numa prova, você sabe que não vai errar a mesma coisa de novo. E assim você vai descobrindo que pra ser forte a gente tem que baixar a guarda. Para ser forte a gente não cria um muro impenetrável e se esconde. Para ser forte a gente fica lá na frente com a espada na mão e enfrenta dragão da Daenerys Targaryen. Mesmo que a gente saia um pouco chamuscado, estamos de pé e pronto pra outra.

Não dá pra viver numa bolha se protegendo de tudo e sendo covarde.

Não sou a Dona da Verdade, nem pretendo ser. Não quero com esse texto dizer o jeito certo ou errado de viver, é apenas uma reflexão. 
Me segue no instagram que eu fico lá falando essas doideiras também: @sabrinandoblog.

Obrigada por me ler e demonstre os sentimentos (os bons principalmente)!


Por: Sabrina M. Lima



Nem tão estranho

6 de dez de 2017

Hoje acordei e por uma leve fração de segundo me perguntei quem era essa sonolenta pessoa de bochechas rosadas ao meu lado. Foi então que lembrei da noite passada e por mais algumas frações de segundo quis me esconder embaixo das cobertas. Mas depois lembrei que sou uma adulta e independente que não deve nada a ninguém (exceto ao banco).

Há anos eu não sabia o que era uma balada, aquele puntspunts, depois uns funks "do momento" um pagodinho aqui, outro sertanejo e voltam as mesmas músicas do início. Um eterno ciclo de músicas e um eterno ciclo de "oi, queria te conhecer?". Nada contra, mas essa nunca foi a minha praia. Sinto obrigação de dizer "não" sempre que alguém pergunta se pode me conhecer, quando você conhece uma pessoa você simplesmente conhece. Você não pede. "Oi, posso falar um oi?" ou "oi, posso perguntar onde você mora?" imagino lá na frente "oi posso me apaixonar?" ou "oi, posso gostar de você?".

Talvez eu tenha exagerado, mas é que essas conversas soam tão padronizadas entende? Vocês "se conhecem" só porque ele/ela perguntou seu nome e idade acha que é conhecer, depois vocês dão uns beijos e se despedem, ou dão uns beijos e vão juntos para casa, no dia seguinte ninguém é de ninguém. No próximo final de semana: repete.

Depois de dizer não para uns cinco "oi, posso te conhecer?"e mais incontáveis nãos para homens estúpidos que seguraram meu braço, minha mão ou meu ombro. Já estava dando como perdida aquela noite infeliz. Eis que eu peguei uma latinha do balde e um cara disse "pode pegar, mas pelo menos se apresenta né?" E riu. Claro que eu não entendi nada, mas você já deve ter entendido. Sim, eu achei que estava pegando a cerveja do meu balde com as minhas amigas, mas era o balde de um cidadão desconhecido e a minha cara caiu no chão na hora.

"Desculpa, não percebi. Toma." É eu ia devolver aberta, mas foi a coisa mais sensata que me ocorreu. Ele esticou o copo, "meu nome é Bruno e eu gosto de beber acompanhado". Me senti obrigada a ser gentil depois da cagada inicial. "Eu sou Letícia...Hn... eu gosto de roubar de estranhos." Ele riu (riu mesmo sabe? Como se fosse um piadão). "Ah Letícia, mas agora eu não sou tão estranho assim, sei pelo menos o seu nome e garanto que você vai amar me contar a sua vida toda agora." É eu não tive reação para essa frase, então disse algo óbvio "Se eu te contar vou ter que te matar." Ele riu de novo, como se nunca tivesse ouvido essa! Quem nunca ouviu essa? "Então eu conto da minha." Foi só o que ele disse.

Bruno contou que passou para três cursos diferentes em 3 universidade diferentes, em 2011, depois 2012 e depois 2015. Ele fez um pouquinho de direito, filosofia e jornalismo. Mas percebeu que nada disso era a cara dele, direito é sério demais, filosofia viaja muito e jornalismo era muito divertido de estudar, mas parecia ruim de trabalhar. Bruno resolveu ficar atoa um tempo trabalhando de garçom e agora ele faz lindos arranjos numa floricultura. E adivinha? Ele se apaixonou por flores e plantas. Por isso colocou o nome da gata de margarida "ela é branquinha com pintinha amarela, igual uma margarida".

Foi como se a balada tivesse desaparecido. Até que ele diz "olha amanhã eu preciso acordar cedo, então eu vou embora agora, mas você pode vir conhecer a minha casa e a margarida. Senão hoje algum dia, porque a minha casa é bem bonita." E riu. Porque ele tinha essa mania linda e irritante de rir das coisas. Fomos. A casa era linda, a margarida branquinha de pintinha e o safado nem acordou cedo, mas ainda assim amei contar minha vida para um estranho-nem-tão-estranho-assim.

Por: Sabrina Lima