28 de ago de 2016

Espalhar amor por ai


-Tá feliz hoje hein! -Brincou Paula.

-Aé, se ainda tivesse 15 anos ia dizer que comeu alguém. -Concordou Ricardo.

-Depois desse comentário você realmente parecem ter 15 anos. -Respondeu Diego que tentou esconder uma risada, mas não conseguiu.

-Fala Di! O que houve? -Perguntou Paula.

-Nada demais. Acho que é coisa da sua cabeça.

-Claro que não é. Você tá mais feliz a semana toda! Bora, eu te conheço há muito tempo pra saber que não é coisa da minha cabeça. Compartilha sua felicidade. Tá apaixonado?

-Sempre esteve né. Aquela mina dele lá. Terminou, mas ele continuou assim. Já falei que tenho o número de vários remédios pra dor de corno. -Ricardo riu da sua piadinha sem graça.

-Eu não sou corno. E NÓS terminAMOS. Foi um acordo.

O assunto acabou quando o chefe chegou. Paula e Ricardo foram para suas mesas e ninguém mais tocou no assunto até a hora do almoço.

-Vocês vão comer aqui ou vão sair?

-Aqui. -Responderam juntos Paula e Diego.

-Ah, eu vou sair. Até já. -Despediu-se Ricardo.

Os dois almoçaram jogando conversa fora, prestando atenção no noticiário e descansando o almoço.

-Eu odeio trabalhar sábado.

-Quem não odeia Paula? Mas daqui a pouco isso acaba.

-Sim. Eu não posso nem arrumar um carinha pra ficar, porque eu só tenho domingo pra descansar. Fico sem cabeça pra homens.

-Homem nenhum quer sua cabeça. -Diego piscou.

-Ai que engraçadão Diego! Quer um prêmio?

-Nossa. O que aconteceu entre hoje mais cedo e agora? Você tava mais bem humorada.

-Nada não.

-Que foi? Não deu?

-Ai que ridículo Diego! Vai pra merda. -Ela disse e começou a encarar a tv.

-Eu estou só brincando. Fiz um gancho com a piada do Ricardo. Mas desculpa, em geral você aceita as brincadeiras.

-Ricardo é um idiota.

-Ele é. Mas deixa isso pra lá.

-Sim, acho que é melhor. Me fala o porquê da sua alegria toda? Você é meu amigo, vai me deixar feliz saber.

-Ah... Não sei se vai não.

-Por que não?

Diego balançou a cabeça.

-É ela mesmo? O idiota do Ricardo tava certo? Não acredito Di! Vocês voltaram? Ah, mas ela é uma vaca!

-Não Paula, ela não é uma vaca. Não quero ficar defendendo meus motivos por ter voltado. O problema deveria ser só meu. Eu só te contei porque você tá realmente curiosa.

-Diego, ela te deixou na merda quando vocês terminaram.

-É isso que ninguém entende. Ela não ME deixou na merda. Nós dois nos deixamos na merda. Nós dois terminamos. Ela foi morar numa cidade muito longe. Não tinha como manter um relacionamento à distancia. Era horrível. Eu ficava puto toda vez que ela não podia e a gente brigava sempre. Era um inferno.

-E agora o que aconteceu? Ela voltou pra cá?

-Voltou.

-SÉRIO?

-Sim.

-E você nem me contou! Caramba...

-Não queria ter que ficar me explicando.

-Tá bom, às vezes eu sou meio mãe. Mas é que você é um dos poucos caras decentes que eu conheço. Ai eu tento te proteger. Vou parar de dizer que ela é uma vaca.

-Obrigado.

-Mas me conta! Como que foi tudo? Ela voltou e te avisou? E ai vocês se encontraram? E o que aconteceu? Você tá apaixonado igual antes?

Ele ficou encarando Paula e o monte de pergunta assustado.

-Diego Almeida, não me esconda nada.

-Não estou acostumado com tudo isso de pergunta. Homens não perguntam isso.

-Vocês homens não perguntam porque não querem. Acho que uns tem medo de achar o amor lindo e desejá-lo para si. Daí eles não perguntam.

-Acho que nós não perguntamos porque não é importante.

-É importante. Bora! Conta logo. Eu gosto de ouvir sobre relacionamentos, justamente porque eu quero um.

Ele riu dela.

-Fala cara!

-Tá bom, tá bom. Quer repetir as perguntas? Eram muitas, eu já esqueci.

-Não. Fala logo, você não esqueceu nada.

-Tá legal. Ela conseguiu emprego aqui e se mudou. Ela veio morar com uma tia. Daí ela me mandou uma mensagem dizendo que estava aqui e queria me ver. E foi isso.

-Ai que sem graça. Você faz tudo ser uma droga. Olha isso, parece um enterro.

-O que você quer? Não sei ser muito detalhista.

-Você não SENTIU nada? Um frio na barriga, uma coisa doida tipo "MEU DEUS ELA VOLTOU!". Ou sei lá... Você sentia saudade dela?

-Claro que eu sentia.

-Então me dê detalhes. Ninguém tá ouvindo, só eu. -E piscou pra que ele entendesse que tudo na conversa seria um segredo.

-Detalhes... Eu não esperava que ela fosse me procurar quando voltasse. Sabia que voltaria, mas não que me procuraria. Nosso término foi tão... Tão ruim. Mas eu ainda gostava dela, mesmo depois de tanto tempo, eu gostava. Quando ela me mandou mensagem fiquei surpreso, porque ela apagava tudo e deletava tudo sempre que brigava com alguém. Ela me odiava. Você acha que eu fiquei mal porque não viu como ela ficou quando o tempo foi passando depois que decidimos terminar.

-Ai tadinha. Mas e como foi o encontro?

-Chamei ela lá em casa. Eu cozinhei e tal.

-AI QUE FOFO! -Os olhos de Paula brilharam imaginando. -Seu pai viu que ela voltou? Ele adora ela.

-É, ele gosta mesmo. Mas não. Ele não tava em casa. Já te falei que às vezes parece que moro sozinho de tanto que ele fica fora.

-É verdade... Continua!

-O que mais?

-Como que foi tudo.

-Ah não Paula, isso é pessoal.

-Para, não quero saber as posições que vocês fizeram. Só como que foi. É uma pesquisa, vou escrever um livro e preciso de muitos casos de amor para me inspirar.

Ele riu balançando a cabeça. Pensou o quanto Paula era doida, mas o assunto estava divertido então tudo bem.

Diego apoiou os braços na mesa.

-Não sei mais o que você quer ouvir. Sei lá... Foi estranho quando ela chegou. Ela conhecia o caminho, então não precisei ir buscar. E porra três anos se passaram. Ela poderia estar completamente diferente. Nem sei como ela aceitou ir pra minha casa. Porque ela sempre foi muito... Tímida não é a palavra.

-Como assim? Pra dar? Ela esperava?

-Sim. Achei que ela ia fazer algo do tipo comigo.

-Ai Diego, vocês namoraram. É diferente. Você não é um estranho. Ela já confiava em você. Não estava ganhando ainda sua confiança. Eu entendo a Bia nesse sentido. Ás vezes eu queria ser mais desencanada e fazer na primeira noite. Mas como eu to sempre em busca de um amor eterno, nunca faço. -E riu de si. -Mas eu não ligo de ser assim. Ela também não deve ligar. Continua, estou anotando tudo mentalmente.

-Pode ser isso. -Pensou. -Eu estava certo em achar que ela estaria diferente. Realmente mudou. O cabelo foi a principal mudança física. Mas internamente ela parecia ter envelhecido uns dez anos. Foi muito madura, aquilo me surpreendeu muito. Nós conversamos sobre tudo. Ela me contou o que tinha feito nos últimos anos -ele olhou pra Paula- você vai me xingar por isso.

-Fala.

-Ela disse que não namorou mais ninguém e eu fiquei feliz.

-Você merece ser xingado. Seu idiota!

Os dois riram.

-Mas você sabe que eu também não namorei ninguém. Tive umas histórias só.

-Como minha mãe diz foram uns "trê-lê-lê". -Paula ria.

-É. Eu achei que ela ia colocar alguém pra me substituir logo. Não sei porque achei isso, mas achei. Com certeza ela ficou com outros caras. Mas o fato de não ter namorado significou que ela ainda gostava de mim também. Entende? Por isso fiquei feliz. Não é porque sou um machista nojento e tudo mais. Esse é o Ricardo.

-Eu odeio esse lado dele. -Admitiu Paula.

-Todo mundo odeia.

-E depois dessa conversa toda?

-Entra a parte que você disse que não queria saber.

-Ah. -Ela arregalou os olhos. -Com certeza não quero. -Paula segurou no braço de Diego. -Estou realmente feliz por você. Pelo visto a Bia não é uma vaca mesmo, ela te faz bem. Quero reencontrá-la também. Na verdade vou conhecer ela de novo. Sem ciume porque me libertei disso. Você é tipo meu irmão, gosto de cuidar de você. Mas assim como meu irmão de verdade eu quero me apegar a sua esposa que vai ficar com você pra sempre pra eu poder confiar meus filhos pra ela ser madrinha e tal. Não quero qualquer uma entende?

-Entendo. -Ele riu.

-Eu estava um pouco desiludida. Tomei um fora por mensagem inacreditável. Seu caso me fez ter mais esperança.

-Quem era? E por quê? Eu conheço? Olha quem não me fala nada.

-Olha quem tá perguntando muito... -Os dois riram- Ah, não Di. Já fui contaminada pelo lado bom da vida. Vamos deixar o outro lado pra outro dia. Já tá na hora de voltar pro trabalho e vou passar minhas anotações mentais pra um bloco de notas.

-Tudo bem.

Os dois sorriram.

-Eu gosto de você porque você não é insistente como eu.

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26 de ago de 2016

Uma história de amor verdadeira


Eu sei que a gente se conhece desde... Desde sempre. Afinal, quando eu ainda estava na barriga, você e meu irmão já corriam pela minha casa. Era sempre difícil de entender porque nas férias você ia pra lugares diferentes. Nunca aceitava quando minha mãe dizia "não" quando eu e meu irmão mais velho queríamos ir juntos nas viagens da sua família. Na minha cabeça todo mundo mundo era uma grande família. Vocês na casa em frente da minha e pronto.

Fui ficando adolescente e mudando, consequentemente. Você a minha frente na idade quase, era bom enfatizar que era quase, 4 anos. E ainda sim nos dávamos tão bem! Meus irmão começou a me odiar e sentir ciume de qualquer pessoa que chegava perto de mim. Então o primeiro namorado que tive foi um horror. Tudo bem, eu tinha 12 anos e não posso dizer que sofri. Mas aconteceu algo que poderia me causar algum, mesmo que pouco. No fim da minha festa -nada tradicional- de 15 anos você quis dar uma de personagem de filme e me deu um beijo. Não era na frente do portão, porque estavam todos lá. E obviamente ninguém poderia ver.

Ninguém precisou saber também que aquele não era nosso primeiro beijo. Porque ele aconteceu anos atrás. Quando eu fui enfim dar meu primeiro beijo estava tão nervosa que achei que ia desmaiar. E daí você apareceu do nada e disse que me "ajudaria". Hoje em dia penso o quão inocente eu era. E o quão sorte eu dei de você ser um cara normal que realmente só me deu um beijo, afinal hoje existem tantos malucos por ai. E o meu primeiro beijo oficial foi tão tranquilo como respirar. Mas o não-oficial foi nervoso e eu tive medo, nojo e do nada passou tudo porque afinal de contas era com você.

Mas voltando a festa de quinze anos... Lembra? Você não me contou que o beijo era uma despedida. Eu era pouco comunicativa e não fazia ideia de nada que acontecia na sua vida. Pois é, você ia se mudar. Tinha sido aprovado numa universidade lá onde Judas perdeu os cadarços das botas. Ou ele acha que perdeu, porque não me lembro de botas com cadarços. Por fim você se foi e eu nunca te disse, mas chorei. Eu me senti uma total banana por estar chorando daquela forma, com direito a soluços e tudo mais. A gente não tinha nada. Eu nem se quer gostava de você. Mas e daí? Eu sentiria falta. E senti mesmo. Por isso ficamos tão próximos virtualmente. O que foi uma bela droga.

Apareceu uma tal de Jéssica na sua vida e vocês tiveram alguma coisa entre o "ficar" e "namorar". Defini dessa forma, pois ela conhecia seus amigos e não os seus pais. De toda forma eu a odeio para sempre e odeio o nome dela também.

Depois de jurar meu ódio. Uns dois anos mais tarde esqueci que Jéssica existia e você também. Porque apareceu um "Jéssico" na minha vida. Na verdade o nome dele era Bruno. E durante os nossos anos de namoro eu achei que ele era o amor da minha vida. Sabe essa coisa de "posso morrer porque já amei?". Eu acreditava veemente que ele era meu primeiro amor, o amor da minha vida, minha metade da laranja e que nós ficaríamos juntos para toda a eternidade. Com esses verbos todos no pretérito você já pôde adivinhar que eu estava errada. Mas na época eu não sabia.

Na época eu amava Bruno. Até minha família gostava um pouco de Bruno. Até meu irmão ciumento começou a suportar Bruno. Daí veio Caio e ninguém entendeu nada. Nem eu, mas eu sabia que gostava mais de Caio do que de Bruno. E eu precisava viver um amor de verdade antes de morrer. Sempre tive essa ideia de que eu ia morrer jovem, alguma maluquice minha tirada de algum filme com certeza. Nem lembro.

Depois de Caio veio o Vestibular. Fiquei muito apaixonada por ele, mas tínhamos um amor meio bandido. E minha família ficou BEM feliz. Realmente desse eles gostaram. Eu posso dizer que amei o término.

Consegui o curso que eu queria e não ficava muito longe de casa. O que era ruim porque eu esperava poder morar sozinha e quem sabe viver num American Pie? Pois é, não segui o ritmo das minhas amigas. Todas elas permaneceram em namoros de 3 anos atrás. Ou seja, eu era a "má influência" na cabeça das mães delas. Mas eu tinha a consciência limpa de que mesmo terminando com um e outro eu não traia ninguém, nem ficava doida pensando em gravidez sem saber quem era o pai. Minha mãe sabia das minhas aventuras e confiava em mim. Eu era uma ótima influência pra quem acredita em influência.

Quando você e meu irmão voltaram comecei a me sentir completa novamente. E viramos parceiros. Agora saíamos juntos e vocês apresentavam os amigos e eu as minhas amigas novas que eram tão boas influências quanto eu. Só que de repente eu acordei e não estava mais no meu quarto de sempre. E sim eu lembrava de tudo. Talvez dessa vez minha mãe não pudesse saber das minhas aventuras.

Foi tão difícil olhar para os seus pais. Em pleno domingo, era óbvio que eles estariam em casa de pijama o dia todo. E eu sozinha no seu quarto que não tinha nada a ver com o que eu lembrava. Não tinha bonecos e figurinhas. Também não tinha mais CD's de bandas e roupas jogadas no chão, nunca entendi aquelas meias embaixo da cama... Agora estava tudo até bem arrumado e sem montantes de coisas em cima uma das outras. Pelo menos eu estava vestida. Com uma camisa que não era minha, mas estava.

-Oi. Bom dia. Dormiu bem?

Quase infartei quando você abriu a porta dizendo isso. Mas depois eu me senti tão em casa, tão em casa que fiquei por lá o domingo todo. E depois no outro domingo e no outro e no outro. Depois eu estava lá na sexta e no sábado também. Segunda e terça você estava na minha casa. A quarta e a quinta eram nossos dias de "folga". Não conseguia nem pensar direito naquilo que estava vivendo. Afinal de contas pra que pensar?

Do nada alguém perguntou "vocês namoram há quanto tempo?". E me vi respondendo que nosso casamento era em menos de 6 meses. Enfim parando pra pensar eu vejo o quanto o tempo voou. O quanto você fez com que as coisas se tornassem tão simples e tão fáceis que eu não conseguia sentir peso. As minhas ideias de morte. Ou o sonho do American Pie sumiram. Tá bem, ainda tenho vontade de fazer um reencontro do ensino médio. Mas aí você seria meu marido gostoso que todas as meninas teriam inveja. Foi sem esperar que eu encontrei o amor que eu tanto queria. Foi só muitos anos mais tarde que eu percebi que não amava nem Bruno, nem Caio, nem Thiago e muito menos aquele Fernando. O quê? Não falei deles? Não importa. Importa que eu te amo e não, não tem motivo pra falar deles. Acredite.
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24 de ago de 2016

5 Dicas de organização


Koe gente!
Como tradição de quarta-feira, venho aqui trazer dicas marotas para você leitor. Mas aviso que não sou expert em nenhum assunto dos quais dou dicas. Sou apenas uma pessoa mundana que gosta de ajudar e tenta fazer isso da melhor forma possível. Vamos lá?

Você tem problemas em fazer seu dia render? Ou em manter seu quarto organizado? E você que mora sozinho e acha que a casa produz sujeira de uma maneira misteriosa? Eu trago aqui um compilado de dicas bem simples para acabar com seus problemas. Mas tem que seguir direitinho tá?

1) Faça listas.
Nesse outro post de dica, falei de listas. Elas são ótimas para todo mundo que pretende se tornar mais organizado. Faça listas de como quer organizar seu dia. Pode ser no papel, ou no computador, da forma que preferir. O importante é que anote toda a sua "programação" para o seu dia. Se puder colocar horários é ainda melhor. O dia se torna mais produtivo, assim que você termina uma "tarefa" já sabe qual a é a próxima a ser feita. Quando perceber não terá procrastinado, terá feito tudo e sentirá aquela coisa boa de "dever cumprido".

2) Focar numa coisa só.
Quando for cozinhar, apenas cozinhe. Quando for arrumar o quarto, apenas arrume o quarto. Não misture as tarefas, pois isso dá a impressão de que elas são bem maiores. Se for fazer algo grande, tipo arrumar o armário, não tire tudo de dentro para então começar a arrumar. Tire um lado, arrume. Se estiver disposto esvazie mais um lado e arrume. Se não estiver, deixe para outro dia. É melhor arrumar uma metade do que parar e ficar horas no celular com preguiça de terminar e olhando a zona no chão.

3) Mantenha as coisas num lugar fixo.
Isso pode ser difícil para algumas pessoas, mas é questão de hábito. Quando você usar um copo, lave-o imediatamente após o uso. Ou quando está procurando roupas para sair (naquele armário que você já aprendeu a como arrumar sem procrastinar no celular) coloque as peças que não estão no seu corpinho no lugar novamente (dobradas por favor). Nunca saia deixando bagunça para trás. Isso vira uma bola de neve ao longo da semana. Fazendo isso você não precisará mais fazer arrumações GIGANTESCAS que duram horas, só em caso de retirar itens para doar. Tudo vai estar sempre arrumado e você não vai ficar se cobrando "preciso arrumar aquilo".

4) Ter rotina fixa para arrumar/limpar as coisas.
Boa parte das pessoas tem uma rotina, por mais simples que ela seja. Ir para aula todo dia, ou trabalho, ou alguma coisa. Então se você estuda e mora com os pais pode assumir tarefas só suas. Por exemplo tirar pó dos móveis. Definido isso, uma vez na semana você tirará o pó dos móveis. Isso é bom porque estará ajudando e porque não haverá acumulo de pó, tornando a tarefa sempre fácil e demandando menos tempo do que se deixar acumular 1kg de pó em cada prateleira. Agora se você mora sozinho terá que administrar mais tarefas, recomendo que faça uma em casa dia. Coisas como varrer, passar pano, aspirar casa e lavar banheiro são demoradas, por isso é bom separar. Cansa menos e não incita preguiça para fazer as demais coisas que uma pessoa que mora sozinha terá que fazer.

5) Se permitir falhar.
Não serão todos os dias de todas as semanas que você conseguirá manter sua vida perfeitamente organizada. Muitos bagunceiros em transição tem problemas com isso. Tudo que é levado ao extremo é ruim. Não dá pra ser perfeito. Algumas vezes você vai querer deitar e assistir Netflix o dia inteiro. E ai? Dane-se a arrumação e a limpeza? Sim, dane-se! A vida é muito curta para perdermos AQUELE episódio a mais. Se você se "comportou" bem a semana toda o que um diazinho te trará de mal? É só não fazer disso um hábito e voltar para aquela bola de neve de desorganização e "pelo amor de Deus cadê meu carregador?"


Espero que tenham gostado e se tiverem algo para compartilhar deixem aqui nos comentários.


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19 de ago de 2016

Não é você, sou eu


Depois que você me disse bem em cima da hora que não poderia me ver, comecei a desconfiar. "Será que ela estava saindo com outra pessoa?" Pensei. E tudo bem, é um direito seu. Já passamos da fase de dizer que mulher não pode isso ou aquilo. Mas não era isso que eu estava buscando. Após uma boa fase de balada pra provar pra minha ex que eu superei o término, queria entrar na de buscar um novo relacionamento. Sou um cara bom para relacionamentos. Meus amigos discordam, mas tenho certeza que pelas minhas costas eles sabem que não jogo bem no time dos solteiros.

Você sempre demorava respondendo as minhas mensagens. Ás vezes levava quatro horas pra responder uma pergunta simples como "tudo bom?". Nunca entendi o que tanto fazia. Sempre tão ocupada. Mas tudo bem, não ia tirar conclusões precipitadas. Sou mais do tipo que espera a pessoa dizer com todas as letras. Sei que isso pode ser considerado defeito. Mas pra mim não. E eu, assim que lia as mensagens, respondia com toda vontade de começar uma conversa interessante. Exatamente como no dia em que nos conhecemos. Daí passavam mais horas e horas até ter uma nova resposta vazia.

Quando eu fiquei de saco cheio, desculpe a sinceridade, simplesmente parei de responder. Você entrou para uma lista de mulheres que não fiquei e que por algum motivo valia a pena guardar o número. E quando eu te encontrei bem no meio daquele ônibus cheio preso num engarrafamento, não poderia dispensar uma conversa com alguém conhecido.

"Oi!"
"Oi."

E fez uma cara que dizia "não fale mais uma palavra". Até tentei, mas não teve jeito.

No dia seguinte me enviou mensagem, perguntado porque havia falado com você no ônibus se eu não tinha nenhum interesse. Como assim? Foi você quem fez das conversas uma espera insuportável. Esperar por um "estou bem e você?" é demais pra mim. O desinteresse parecia ser seu. E acho que passei da idade de fazer tais cortejos. Gosto de quem conversa de verdade. Fala sobre a vida, filosofia, sonhos, futuro, medos e tudo. Gente que não tem medo de ser intensa e mostrar quem é. Mesmo nas coisas mais bobas.

Você tinha medo que eu me interessasse por você e por isso cortou qualquer micro interesse que eu pudesse criar. Tinha medo de parecer "desesperada", você disse. E por quê? Não entendo porque demonstrar querer o que realmente quer é desespero. Então se eu quero transar com você eu primeiro preciso fingir que te amo? Depois dou um pé na bunda? E se eu quero alguma coisa séria preciso fingir que na verdade só quero trepar e que você é só mais uma? Dá onde veio essa lógica da enganação? Sim quer dizer talvez, não quer dizer sim e talvez quer dizer não? Fico sempre perdido nesses novos significados atribuídos para essas palavras.

No fim das contas você entendeu que comigo pode ser quem você é. Se você gosta de passas no seu cachorro-quente eu não irei julgar. Se você quiser me ligar do nada, pode ligar. Ou se quiser dizer que lembrou de mim com o filme, não verei problema. Eu também lembro. Já consigo associar seu nome a músicas. Sabe aquela? Saaara, Saaaaaaara? Daquela banda Starship. É única deles que eu conheço e ouço.

Peço a você que se o interesse acabar, não me diga em códigos. Fale a verdade, ou use um que já seja universal se preferir de discrição. Algo como "o problema não é você, sou eu". Vou entender. Já passei por isso e é mais fácil usando a honestidade. Mas se for pra ficar comigo, seja você. Não tente ser um tipo padrão de pessoa que parece estar sempre em jogo de blefes e apostas e toda essa coisa chata que elimina toda a diversão. Se é pra viver que viva!

"Eu gosto de você, você gosta de mim?" Perguntei e ouvi sim. Espero que tenha entendido que o sim é realmente sim.


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17 de ago de 2016

Conhecimento é poder - House of Cards


A dica dessa semana é de série, uma série que eu AMO e me sinto na obrigação de indicar pra todo mundo que eu conheço: House of Cards. Como de costume farei aquela listinha dos motivos para você  ir correndo assistir.


Criada por Beau Willimon, essa é uma série política que narra a história de Francis Underwood (Kevin Spacey), um político sem limites pela busca do poder. Após não receber o cargo de Secretário de Estado que fora prometido, Frank contará com sua esposa Claire Underwood (Robin Wright) em suas tramas para se vingar. Corrupção, mentiras, segredos revelados, mortes e tudo pode acontecer para que esses dois ganhem o mundo. E, obviamente, como nem tudo são flores vemos que as consequências desses atos nem sempre são justas.

Original da Netflix a série ainda está em curso tendo começado em 2013, ela contém 4 temporadas completas e tem previsão de estréia da quinta para 2017. Cada temporada contém 13 episódios com 55 minutos aproximadamente.


1) Surpreendente
Essa série é bem mais do que você espera. Quando eu comecei a assistir achei que não entenderia nada. Afinal política definitivamente não é minha área. Porém eu me surpreendi a cada episódio. Foi muito fácil entender a trama, até porque ela te envolve daquele jeito de perder o fôlego. E ás vezes você se perguntará "o que mais pode acontecer?". Parece que não tem saída, não tem jeito e ai tem saída e tem jeito. E tem mais e mais e mais coisas acontecendo. Sem encheção de linguiça, é história de verdade.

2) Ensinamentos
São vários aprendizados em história e relações políticas. As coincidências dá série com o cenário político do Brasil são assustadoras. Depois de assistir você vai entender tudo de Trump e Hilary. Vai saber como funcionam as eleições nos Estados Unidos da América, vai perceber quantas coisas iguais já aconteceram aqui no nosso país. Isso tira a inocência de qualquer um. E por fim você descobrirá que sim o conhecimento é poder.

3) Claire
Minha relação de amor e ódio com essa personagem é absurda. Arrisco-me a dizer que você, caro leitor, sentirá o mesmo. Ela não é a típica esposa-de-político-bela-recatada-e-do-lar. Ela não está em nenhum cargo público, porém participa de tudo que o Frank faz. Desde o início é a família de Claire que financia a candidatura de Underwood. Com o andar das temporadas você perceberá que a personagem é muito mais ambiciosa do que parece. Ela é forte, faz a linha policial bonzinho quando o Frank banca o mau. Todas as vezes que ele não consegue algo é ela quem consegue por ele. Ou quando ele não consegue é porque ela atrapalha (está aí o motivo da meu ódio). Essa personagem é o toque feminino necessário para série ter vida. Mas um toque feminino da mulher atual, não aquela coisa de sexo-frágil. Há muitas outras mulheres de personalidade que você não se arrependerá de conhecer nessa série.

4) Frank
Sou fã de carteirinha porque ele não tem limites. Frank faz de tudo para conseguir o que quer e consegue. É inacreditável como de um limão quase podre ele consegue fazer caipirinhas magníficas. Um protagonista "vilão" foge um pouco do padrão e é mais um item que surpreende, afinal as chances de você torcer contra esse cara são mínimas. Ele é o personagem que te fará acreditar que você pode chegar lá. Mesmo que ele não siga as regras. Determinação é tudo. Ah, pode ser que você queira ser ele também. Igual quando assistia desenho. Ele é quase um super herói da vida real e nenhum ator faria melhor esse personagem do que Kevin Spacey.

5) Fazer você parecer bem mais inteligente
Pode ser bobo, mas e daí? Quem não gosta de ser bobinho ás vezes? HOC é realmente uma série que te fará pensar e por isso ficará mais esperto em alguns assuntos. Pode pagar de cult um pouquinho na rodinha dos amigos. Como disse no item acima, ela te trará aprendizados. Em história, na política, nos jogos de poder, relações internacionais e mais. Se conseguir seguir o exemplo de Frank certamente fará da série motivo de muitas conversas e discussões inteligentes.
 


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14 de ago de 2016

Quem irá dizer que não existe razão?


-É... Oi! -Vem cá, sabe onde passa o ônibus pra Copacabana?

-Ah, me desculpa eu não sou daqui.

-Hum, turistando pelo Rio.

-Sim. Turistando, mas não estou perdido.

-Opa, desculpa ai.

-Não, não que isso. Calminha ai. Foi uma brincadeira.

-Dessculpa não ter entendido. -Ela imitou o sotaque dele.

-Ará-rá-rá! Uma carioca zuando meu sotaque? Adivinha de onde eu sou?

-Ah, não sei. Biscoito ou bolacha?

-Bolacha!

-Então São Paulo!

-Não, não. Eu sou de Brasília, mas eu morei boa parte da vida em São Paulo. Gosto muito daquela cidade.

-Tá infiltrado. Pelo menos você não é do sul.

-Não, não. Mas eu morei um ano lá.

-Sabe o que dizem dos caras né?

-Puro preconceito.

-Eu sei e concordo. Com a gente aqui também. Falou "carioca" todo mundo acha que a gente vive na praia se bronzeando. Ou então com uma arma na mão roubando tênis da Nike.

Ele dá gargalhadas.

-Essa foi boa. Qual seu nome?

-Você vai ter que adivinhar também.

-Mas é impossível. Não tem como adivinhar um nome pelo sotaque.

-Tem como adivinhar por uma música.

-É, ai fica mais fácil. Então... Carla?

-Não.

-Bárbaraaaaa não maltrate o meu amigoooo. -Ele riu. - É Bárbara?

-Não, não.

-Ana Júlia?

-Ih não vai acertar nunca.

-Anaaaaa, teus lábios são labirintos, Anaaaaa. Não?

-Não.

-Renata ingrata?

-Não também.

-Tem que dar uma dica, ficou muito difícil! Deixa eu pensar... Carolina? Florentina?

-É uma bem famosa!

-Todas essas que eu falei são famosas.

-Mentira, não conheço a Bárbara.

-É o nome da minha mãe. Quer conhecer?

Ela riu. -Tem que adivinhar primeiro. Como vai me apresentar?

-Ah, mas tá muito difícil. Eu não sei mais nenhuma. Quero ver adivinhar o meu!

-Sem dica?

-Também tem numa música, por incrível que pareça.

-Tá brincando?

-É verdade.

-Eduardo?

-Sim! Caraca, você é muito rápida.

-Eu não to acreditando.

-Por quê?

-Adivinha!

-Não!

-Sim.

-Mônica?

-Isso!

-Puta que pariu! Impossível.

-Acredite.

-Vamos ter que ir numa festa legal.

-Eu não bebo conhaque, mas cerveja com certeza.

-Então me passa seu número.

Eduardo e Mônica trocaram telefone.

-Pera ai, quantos anos você têm?

-Vinte e sete, pode ficar tranquila. E você?

-Vinte e seis. Sou geminiana por acaso.

-Ah, não sei muito dos signos. Mas o meu é libra.

Conversaram mais um tempo ali naquele ponto de ônibus no meio do centro. Depois se despediram e foi cada um para o seu lado.

"Eu posso te buscar. Mas relaxa que não tô de camelo." -Ele disse em uma mensagem.
"Sobre o céu, a terra, a água e o ar só posso ir a fundo com os signos." -Respondeu Mônica.
"Tudo bem, vamos só tomar cuidado com os gêmeos." -Brincou Eduardo.
"Ih Eduardo, espero que você já tenha aprendido a beber melhor do que faz cantadas."

Riram em cada canto da cidade como eles disseram.

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12 de ago de 2016

Esse tipo de menina


Ah ela não é como essa gente. Essa ai cheias de certezas. Sabem o que vão ser, o que irão comer, onde vão morar, quantos filhos vão ter e os nomes deles. Tem certeza de tudo que o futuro promete. Sabe como irão agir diante de uma pirraça ou numa briga de casal. Sabe essa gente que aponta o erro do outro e diz "jamais farei isso!"? Ou dessas que nunca passaram pela situação, mas tem certeza de que agiriam diferente se estivessem no lugar da pessoa que de fato está? Ela não é desse tipo de gente.

Ela é do tipo de menina leve e que não adivinha como será seu relacionamento. Ela não diz "eu não farei voz de bebê". Porque se der vontade, ela fará. Ela sabe que não precisa assinar um contrato com a sociedade prometendo e detalhando cada passo que dará. É uma dessas meninas que adora rir de si mesma. Na verdade ela adora rir. Ela ri quando alguém lembra do apelido bobo que a chamavam quando pequena. E todo mundo admira isso nela.

Os preconceitos que ela teve, nunca escondeu. E esconde menos ainda que os perdeu. Pois ela admira as mudanças. Gosta de acordar e ser diferente de quem ela foi ontem. Gosta de dormir e saber que aprendeu algo nesse dia. Gosta de lembrar das coisas boas. Ela não precisa de nenhuma modéstia para admitir que é super gente fina. Afinal de contas, ela é. E sabe de mais uma coisa? Não precisa que ninguém a diga isso. Não precisa de aprovação de ninguém pra saber que é bonita, interessante e uma companhia excelente de domingo a domingo.

Sabe o destaque da turminha? Não aquela que quer aparecer. Ou a mais bonita. Muito menos a mais peituda. Aquele destaque de pessoa que conversa, mas conversa mesmo. Ela dá conselho, conta piada, ri de tudo, faz qualquer reuniãozinha virar festa e todo mundo sente falta quando ela não está lá. Ela desse tipo de destaque.

Quando alguém a pergunta como faz pra ter tanta felicidade ou se ela não tem nenhum dia de tristeza, ela é sincera. "A felicidade está onde eu quero que esteja." Simples assim. Ela apenas acorda e diz: hoje o dia vai ser bom. E ele é. Não sei dizer se é a Terra que gira favoravelmente ao cabelo dela. Ou se o sol sempre faz seu rosto ter um iluminado diferente. Desconfio um pouco da chuva que só cai quando ela não aparece. Como se o céu chorasse na ausência dela.

É uma dessas meninas que a gente encontra por ai. E quando encontra não quer sair mais de perto. Mas esse é o maior desafio, pois elas são leves. Viajam com o vento. Se apegam fácil, mas não firmam raízes. Elas voam por ai e depois voltam. Voltam e fica tudo bem, como se nunca tivessem partido. Voltam e mostram que a sua ausência na verdade foi uma espera que valeu a pena. E mesmo com todas as mudanças esse tipo de menina continua simples. Sem tantas certezas, sem medo de ser diferente, sem medo de não usar mais asas no dia em que quiser criar raízes. Esse tipo de menina é livre.

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10 de ago de 2016

10 Filmes de comédia para você assistir



Koe galera, mais uma quarta e mais um dia se Sabrina-sendo-tia-das-dicas. Hoje de filmes!

Sei que "comédia" é um gênero polêmico. Porque fazer rir é algo complicadíssimo e eu mesma tenho dificuldade em rir com filmes. A piada tem que ser muito boa. Por isso resolvi compilar filmes de comédia variados aqui nesse post. Mas é claro que tentei fugir daqueles românticos porque já fiz esse post com filmes românticos.

Vem conferir!

1) A verdade nua e crua (The Ugly Truth)
Os personagens são muito diferentes um do outro e tem CERTEZA de não ficarão juntos nunca. Mike Chadway é um grosseirão que fala o que os homens querem das mulheres na real e Abby Richter a típica mocinha romântica que sonha com o príncipe encantado. Os dois precisam trabalhar juntos pelo bem do programa o qual ela é produtora. Até que ela começa a ouvir as dicas dele de conquista e o final nem é tão inesperado, mas o caminho até ele é ótimo!



2) Projeto X ( Project X)
Quem ainda não viu esse filme PRECISA ver. Não dá pra acreditar em nada. E é isso que o torna ótimo. São três amigos (percebam ao longo dos próximos itens que 3 é o número da confusão, ou seja se quiser ter problemas e se ao mesmo tempo se divertir chame sempre mais dois amigos). Thomas, JB e Costa inventam de dar uma festa para ver se conseguem se tornar populares. O planejamento e a execução dessa festa tem de tudo. De tudo mesmo!




3) Namoro ou liberdade (That Awkward Moment)

Começando pelo nome do filme. Mikey, Jason e Daniel são amigos. Quando o primeiro fica solteiro após ser traído eles combinam curtir a solteirice. Assim nenhum deles pode entrar num relacionamento sério. Tem muita piadinha de momentos de conquista e aquela coisa toda de quem tá na balada e na pegação. Mas no final o coração sempre fala mais alto, não é mesmo?



4) Eu te amo cara ( I Love You, Man)
No casamento entre Peter e Zooey  apenas a noiva tem madrinhas. O noivo não tem um amigo que possa ser padrinho e a tentativa para arranjar um o faz conhecer vários homens. Até ficar mais íntimo de Sydney. Os dois juntos vivem situações intensas entre amigos que Peter nunca vivera antes, inclusive por a prova seu casamento.



5) Passe livre (Hall Pass)
Não posso negar minha queda pelos filmes com (Owen Wilson). Dois casais de amigos que estão há muitos longos anos no mesmo relacionamento e resolvem dar um "passe livre" para melhorar o casamento. Ficar com quem quiser durante determinado tempo. E a forma como eles lidam com essa liberdade toda não é exatamente como se imagina.



6) Quero matar o meu chefe (Horrible Bosses)
Três amigos que, obviamente, odeiam seus chefes. Jason acha que vai ganhar uma promoção no emprego e é enganado. Kurt muda de um chefe ótimo para outro que só quer detonar a empresa. E Dale tem a chefe que muitos homens gostariam de ter, até realmente tê-la e perceberem o quão ruim é. Todas as frustrações e momentos de raivas vividos fazem com que eles criem um plano para matarem seus chefes.




7) Quatro amigas e um casamento (Bachelorette)
Um dos filmes de comédia mais diferentes que eu assisti. Porque as protagonistas são mulheres e o foco da vida delas não é achar o homem ideal. Nada disso. Elas querem transar e usar drogas. É quase um "Se beber não case" feminino. Das quatro amigas a mais inusitada ( por puro preconceito) irá casar e na "brincadeira" de usar o vestido na noiva, Gena, Regan e Katie põe o casamento inteiro de Becky em risco. O filme narra a tentativa delas de consertar a besteira.



8) E aí, comeu?
Muita gente critica, mas considero um bom filme. Três amigos, Honório é um casado desconfiado de que a mulher o trai, Fernando é outro que acabou de tomar um pé na bunda e tem uma novinha dando mole pra ele e o terceiro é Afonsinho, um solteiro apaixonado por uma prostituta. Quando estão juntos revelam tudo que acontece numa noite de homens no bar.



9) O ditador (The Dictator)
Mais um filme diferente que é realmente engraçado. Um misto de piadas de pastelão com outras políticas e mais pensadas. O filme mostra como General Aladeen, um ditador  da República de Wadiya mente para ONU sobre a construção de uma bomba nuclear. Mas esse encontro entre o líder autoritário e a democracia é o que dá vida a todo o enredo. Num estilo  Borat esse ditador passa por situações bem imprevisíveis nos Estados Unidos.




10) Vizinhos (Neighbors)
Mais um do Zac Efron para finalizar. Um casal se muda e percebe que tem como vizinhos uma república universitária. Festas até tarde e um bebê recém nascido ao lado não combinam. Por isso o casal tenta sabotar todas as festas e isso vira uma verdadeira guerra entre eles. Ainda não assisti o dois, mas ficam ai o trailer de ambos:






Gostou? Então me conta! E é claro que se você tiver aquele filme engraçadíssimo pra me indicar é pra isso que servem os comentários!


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7 de ago de 2016

Um diálogo qualquer


-Eu não sou ele. Você tem que entender que eu não sou ele Vitória.

-Eu não disse que é. Disse que está agindo igual.

-Mas que merda! Eu não to agindo igual, eu to agindo como qualquer um agiria.

-Tá vendo? Tá vendo como tudo isso gira em torno dele?

-Eu to! MAS A CULPA NÃO É MINHA!

-Gustavo, olha só... Eu ter-mi-nei com o Junior porque eu não via mais motivos pra ficar com ele. A gente não dava mais certo. Na cabeça dele a gente dava, mas ele tá errado. Eu sei que é insuportável quando ele vê a gente e fica querendo puxar assunto. Eu odeio que ele me ligue, já to quase trocando de número. Mas porra eu não controlo ele. Infelizmente eu namorei com um maluco e não fazia ideia!

-Ele é pior do que maluco. Você deveria sei lá, denunciar ele. Ou... Não sei.

-Ou deixar você dar uma de fortão e bater nele?

-Não, eu sou contra violência. Mas fico puto. E fico mais puto ainda porque ele vem fazer as graças dele e você quer que eu ache isso normal. Porra não dá! Não tem como.

-Eu sei que é chato.

-E você me compara com ele. Ele era doente de ciume por você. Porque ele é um babaca. E porque eu sou muito gato também, ai ele sabia que ia perder você pra mim.

-NOSSA! Que engraçadão hein Gustavo.

-Ué, você não quer comédia?

-Para, você não tá brincando. Você realmente quer que ele pense que "me perdeu" pra você. Como se eu fosse dele...

-Não assim desse jeito. Você era namorada dele, não um objeto. Você sempre distorce o que eu digo. Enfim, agora você é MINHA namorada e eu sou SEU namorado. E ele perdeu esse título sim e perdeu pra mim.

-Porque você é gato.

-Sim, porque eu sou gato e gostoso.

-Você é ridículo!

-E você é apaixonada por um ridículo. Logo você também é ridícula.

-Gustavo?

-O quê?

-Não precisa ter ciume do Junior tá?

-Eu sei. Não tenho. Eu confio em você.

-Então tá bom. Espero que você não tenha mais nenhum ataque.

-Não tive ataque!

-Então tá.

-Olha só Vitória, você não começa.

-Começar o quê?

-Você começa a dizer que eu fiz coisas que eu não fiz. Eu só estava desabafando sobre o meu GRANDE incomodo a respeito desse cara babaca.

-Sim. Eu entendi.

-Então pronto.

-Chega agora desse assunto?

-Só quando você admitir que eu te conquistei porque eu sou muito gato.

-Você é um ridículo mesmo.


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5 de ago de 2016

Não se iluda não menina



Você menina precisa aprender que deve ser feliz porque você quer ser feliz e não para que os outros a vejam feliz.

Queria voltar no tempo e descobrir quem foi que disse que precisamos viver para os outros? Ser bonito para os outros, vestir-se bem para os outros, estar bem para os outros etc. Se eu conseguisse corrigir esse ser, faria. Mas acredito que não será possível. Então tento fazer o meu dever como terráquea por aqui mesmo nesse meu pequenino espaço.

Deixa eu te dizer uma coisa: você não precisa viver para os outros. Se você quer ficar bonito/a não fique para os outros. Se quer sair para se divertir, não se divirta e tire fotos mostrando sua diversão para que os outros pensem que você está se divertindo. Divirta-se de fato, tire fotos para que VOCÊ registre essas memórias para VOCÊ lembrar delas no SEU futuro. A internet tem deixado algumas pessoas muito "exibidas". Muitas tentam provar para o mundo que tem a vida mais legal de todas. Existe o oposto de outras que só compartilham desgraças. Mas boa parte quer parecer ser algo que não é.

Quem não conhece uma pessoa de algum movimento social na internet que, quando está cara a cara, não faz nada daquilo que prega? E isso é péssimo. Primeiro pela falsidade e hipocrisia, segundo porque "fode com o rolê" daqueles que levam o movimento a sério. Porque essas pessoas estão preocupadas com likes e comentários do tipo "ah é isso ai, você é foda por postar isso".

Sei que as pessoas são livres para fazer quase tudo que desejam. E também sou livre para não concordar com essa cultura de vazio. Colocar uma máscara e se convencer de que ela é seu rosto real. Não consigo pensar em nenhum motivo para fazer algo assim. Será que esqueceram que é melhor sorrir de verdade do que apenas sorrir para foto? Um não precisa excluir o outro!

Não sou contra o uso da internet. Não mesmo! Eu acho incrível. Sou contra pessoas que se enganam. Isso não acontece só na internet. Isso acontece no bar, na padaria, no terapeuta, na escola, na praia, dentro de casa. A pessoa que leva a ilusão até a internet já se ilude no relacionamento ruim, se ilude na infelicidade do emprego, se ilude em ser como ela é. É uma verdadeira bola de neve que só aumenta e até que essa pessoa perceba que está vivendo nela, demora um tempo.

Com esse texto eu não quero criticar as pessoas nem dizer o que elas devem fazer. Quero que você que leu até aqui pense sobre as suas atitudes. Elas levam você a algo melhor? Levam a uma real felicidade? Ou você se ilude? Você está indo para balada para que suas "inimigas" pensem que você está ótima e quando chega em casa chora? Ou você está simplesmente sendo feliz? Você admite que passa o sábado vendo Netflix porque tem uma série do caralho que te viciou? Ou você só diz isso porque está com algum problema em sair de casa?

A mentira, ilusão, omissão não devem ser naturalizadas. O ruim não deve ser natural. Mesmo que isso faça parte do ser humano, não devemos cultivar a parte ruim. Como o preconceito por exemplo. Ele existe há milhões de anos e infelizmente existirá daqui mais milhões. Mas ele não deve ser visto como natural, como algo que precise existir. Muito menos deve ser cultivado. As mentiras que você conta a si mesmo não podem ser naturais nem cultivadas. Os seus sorrisos reais devem ser registrados sim! E quando não houver sorrisos tudo bem. Ser forte também é admitir tristeza. Iludir é fugir de uma realidade que você pensa não suportar, mas na verdade suporta.

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3 de ago de 2016

Como escolher um curso?



Koe galerinha!

Vim mais uma vez falar sobre educação, afinal é um assunto muito presente no meu dia-a-dia. ENEM é logo ali na frente, outros vestibulares já estão acontecendo e tudo mais. E muita gente está nesse ano tenso de escolher o curso, escolher a universidade, decidir uma parte importante do futuro. Mas não precisa colocar tanta pressão assim. É uma grande decisão, mas não é definitiva. É possível mudar de curso caso você escolha o errado. Conheci pessoas que trocaram, fizeram vestibular de novo ou transferência interna, e não se arrependeram. Também vale pegar o diploma caso você esteja no final do curso. O importante é saber que escolher é difícil e todos estamos sujeitos a erro.

Vou dar algumas dicas de como escolher baseado nas minhas experiências.

1) Pense no que você mais gosta de fazer. "Ah isso é óbvio." Nem tão óbvio assim. Infelizmente não temos todos os tipos de áreas do saber nas escolas. Pelo menos na maioria esmagadora de escolas públicas nós não temos. Gosta de matemática, português, biologia, química, física, geografia, história, filosofia, sociologia, educação física ou língua estrangeira? Isso facilita bastante a área que escolherá. Mas se você gosta de música, teatro, desenho, costura, moda, maquiagem, decoração, organização ou algo do tipo fica um pouco mais complicado. Elas conversam com as outras disciplinas anteriormente citadas, porém não tão cruamente como é dado na aula. E isso as torna diferente, mas não impossível de seguir como profissão.

2) Não desista só porque alguém vai dizer que não dá dinheiro, ou que é muito difícil. E daí? Ninguém sabe do futuro, não tem como adivinhar. Uma profissão menos comum ainda é uma profissão e ser feliz na sua escolha é o que mais importa. Problema do seu pai ou sua mãe não gostam. É você quem vai cursar e se você depende deles pra pagar o curso, trabalhe e tente não depender deles com relação a isso. Eles vão perceber que você realmente quer e aceitarão.

3) Decidido o que você gosta de fazer procure por profissões relacionadas a isso. Ás vezes o leque de opções é gigante, ás vezes não. Procure profissionais da área e, se for possível, assista aulas em universidades. Pesquise bastante. Importante: não pense em grandes cargos. Ninguém se forma em administração hoje e amanhã é CEO da Google. Sério, tenha os pés no chão. Procure salários, mesmo que essa não seja a parte principal, ela é importante. Até pra você saber seu preço. Mas é algo relativo, então não baseie toda a sua escolha nisso.

Sua escolha pode mudar um dia, mas pense nela como definitiva para chegar o mais perto possível da certeza em escolher aquela área.

3) Faça testes vocacionais, mas não os leve tão a sério. Eles são bons para te dar um norte quando você não faz ideia de qual curso escolher. A partir do teste você pode começar a buscar as profissões  do resultado e decidindo se tem algo a ver com você ou não. Pense no que você se dá melhor na escola, o que faz em horas vagas ou o que tem grande vontade de aprender. Assim você verá se gosta mais de exatas, de línguas, de humanas, biológicas, alguma área da educação, saúde, etc. Sempre temos preferências mesmo que não sejamos bons nelas, nós temos.

4) Procurar um psicólogo é super indicado em anos de vestibular. Primeiro porque todo mundo deveria ir ao psicólogo e segundo devido a toda pressão que esse ano exige. Com ele você vai descobrir a área que você mais combina com mais segurança.

5) Sempre pesquise muito sobre o curso que você quer! Não adianta querer medicina e não saber nem em quantos anos se forma um médico. Você precisa saber sobre o curso que você quer. Procure as universidades em que ele é oferecido sejam federais, estaduais, privadas, TODAS. Pesquise as grades dos cursos, veja se em alguma universidade oferece algo melhor para as suas necessidades. Procure as notas de cortes dos anos anteriores, pois isso faz você ficar ainda mais motivado ou desistir de vez. É na nota de corte que tiramos a prova real se queremos de fato o curso ou não.

Enfim, mantenha-se informado. Não espere pelos outros para te avisarem os dias dos exames, quais os procedimentos de cada um, onde fazer, o que levar. Não espere que os seus professores/colegas te digam isso. Busque as informações por si só. É preciso aprender a ter independência nessa fase da vida. Então faça um calendário marcando todos os dias importantes que você deve lembrar e olhe para ele todos os dias. Não dependa dos outros. Os outros não cursaram o seu curso, os outros não passarão por você, os outros não são você. Então caminhe com as próprias pernas, faça sua escolha, leve ela até o fim e agarre o que é seu.


*Não fique sem fazer nada. Se você tá em dúvida entre dois cursos, fez vestibular e passou para algum. VÁ! Não fique em casa parado esperando a resposta cair do céu no seu colo. Faça matrícula e comece. Assim você pode conhecer outros cursos, outras pessoas, assistir aulas do seu curso e gostar. Ou assistir aulas de outro curso e trocar para esse. Alguma coisa vai tirar dessa história. A vida te ensina todo dia. É preciso estar atento para aprender.


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1 de ago de 2016

Mudei de cidade



Desde o início ouvimos que "não daria certo" ou que "não acabaria bem". Só porque estávamos numa fase em que a maioria das pessoas está confusa e não sabe o quer. E você concorda comigo que nós também não sabíamos. A nossa única certeza era um ao outro, mas essa era certeza que todos a nossa volta mais tinham dificuldade em aceitar. Porque na cabeça deles o amor tem idade pra acontecer e quem ama sabe que isso não existe.

Sua faculdade não foi certeza. Você trancou. Pensou em mudar para outro curso, mas no último segundo resolveu ficar e terminar. Mas e ai? Por que estaria errado você se permitir questionar a si mesmo? Questionar suas escolhas? Questionar o que quer de si para o futuro não deveria ser errado. Não deveria significar imaturidade e sim o oposto. São tantas possibilidades! Devemos escolher a que melhor nos cabe, correto?

Quase oito anos depois, nosso namoro virou mais um item na lista de incertezas. E dessa vez a culpa foi minha. Não havia ficado com quase ninguém antes de você. Nós decidimos "dar um tempo". Foi a melhor coisa que fizemos. A insistência só faria com que nós nos magoássemos. Assim pudemos ficar bem, sozinhos e com outras pessoas. Não nego que senti saudade quando fiz o intercâmbio. Quando eu me sentia muito sozinha só conseguia pensar em você. Em como você diria "deixa de ser boba e aproveita essa cidade linda". Ás vezes eu ouvia seus "conselhos" e até tirava fotos pensando em te mostrar.

Chegar a sua casa e vê-la completamente diferente me fez hesitar. Sua mãe nunca aceitaria pintar a frente de roxo-caixão. A simpática senhora de cabelos coloridos me disse que vocês se mudaram. Voltando para a minha própria casa fiz as contas de quantos meses não nos falávamos. Será que você tinha ficado firme com alguém? E tentando bancar a adulta disse a mim mesma: ele é solteiro! A cidade não era a mesma depois da viagem. Eu começaria um emprego novo em outra logo, queria ter pelo menos feito uma visita. Perguntar a você para onde se mudou parecia um erro.

Novamente minha mãe chorou com a minha mudança, dessa vez fixa. Prometi que a visitaria todo dia. Meu pai se limitou a dizer "é uma cidade grande, cuidado com as suas coisas" e apontou para o meu lado esquerdo do peito. Sempre poético.

Quase não acreditei quando abri a porta e vi você. Mas como assim você sabia onde eu morava? E na verdade você não sabia. Você só veio avisar que talvez tivesse um pouco de barulho, mas respeitaria o horário até as dez da noite.

Depois de quase dois anos separados, vivendo incontáveis experiências completamente diferentes uma do outro. Estávamos nós dois ali, sentados na mesma sala e no mesmo sofá. Juntos. Pelo destino, pelo cupido, por Deus ou sei lá. Se o universo quis conspirar a nosso favor, ele fez. E nós prometemos nunca reclamar. Afinal, deu tudo tão certo e acabou tão bem que não consigo me lembrar de querer outro alguém.


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31 de jul de 2016

A verdade que você ignora


-É difícil!

-O que?

-Viver ué. Tudo é difícil.

-E quem disse que seria fácil?

-Rá, rá! Essa é boa hein. Bem original.

-Mas você tá falando de que especificamente?

-Eu to falando de tudo mesmo. Um casamento é difícil. Emprego, amizade, família, festas, escrever para internet, viajar, ser quem você realmente é. Tudo é difícil. Porque envolvem pessoas e elas geram conflitos entre si.

-É porque nós somos diferentes, com opiniões diferentes, tudo isso pode ou não levar a conflito. Quando estamos cercados de pessoas mais parecidas conosco as divergências são menores.

-Tem razão. Mas é que às vezes parece que não tem saída. Ou porque sinto como se estivesse numa prisão do passado ou porque não quero aceitar a verdade que está na minha cara ou os dois.

-Explica isso melhor do passado.

-Por exemplo gostar de alguém pelo o que esse alguém foi no passado. No passado era maneiro, gente boa e me dava bem. Agora toma várias atitudes de gente sem noção. Não é uma boa pessoa, mas foi.

-Entendi. Realmente isso acontece. Esses relacionamentos onde não existe mais amor, mas as pessoas continuam porque um dia existiu são um bom exemplo, além de comum.

-Sim, é isso!

-E a parte da verdade?

-A verdade é justamente saber que lembro do passado e por isso nego o presente.

-As pessoas mudam. Por isso é difícil entender essa relação atual com duas pessoas que mudaram, uma para melhor e outra não. Pode acontecer de só um mudar também e só isso já mexer com a relação toda. Por exemplo uma menina que gosta de ir para a balada e depois de um tempo deixa de gostar, mas todas as amigas delas gostam. Ninguém está errado, ninguém está certo. Mas essas não são mais o tipo de companhias que essa garota vai querer. Não tem mais lada a ver com ela. E isso não é errado, é só mudar, crescer, evoluir e buscar pessoas com as quais se identifica.

-Mas você concorda que isso não é fácil, né?

-Não mesmo. Mas é possível e da pra fazer.

-E o pior é que não tem como fugir disso. Nunca vamos conseguir ter 100% de afinidade com alguém. Nem agradar totalmente, nem ter o que esperamos dos outros. É sempre um mergulho de cabeça sem saber se tem pedra embaixo d'água ou não.

-Pois é essa a aventura da vida! Nos arriscarmos sem medo e de todo coração. Quem espera algo dos outros é tolo. Quem espera perfeição seja no casamento ou no emprego é tolo. Sempre haverá riscos. Esses podem ser evitados ficando a vida toda trancado em um quartinho sem contato com ninguém até morrer. Ou podemos correr os tais riscos e ver no que dá.

-Acho que eu não venho tentando me arriscar. Ando com medo de tantas vezes que bati a cabeça na pedra.

-Então posso dizer que todos os seus problemas estão entre as suas duas suposições. Viver de passado e ignorar a verdade. Você não se permite viver um presente melhor e acaba se cercando do que não quer porque está preso num passado um pouco melhor. Você também não se permite um futuro promissor porque está preso ao passado que deu errado. Com isso fica estagnado e achando tudo "difícil demais".

-E a verdade?

-Você sabe a verdade do que sente, pensa e o que deve fazer, mas ainda sim quer que outra pessoa o diga.

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29 de jul de 2016

Pessoas descartáveis



Ela é mais alta, mais magra e tem os olhos num tom castanho mais escuro que os meus. Também cursa a mesma coisa que você, o que os faz terem mais assuntos e gostos em comum. Acredito que a diferença de idade entre nós duas seja de, no máximo, dois anos. E ela também parece amar um fast food devido as incontáveis fotos no Mc Donalds no Facebook. Observei tudo isso tentando não me comparar. Não consegui.

Foram muitas fases até chegar aqui onde estou. Primeiro eu senti ódio, queria matar os dois. Depois senti a tristeza inabalável. Meus pés perderam o chão. Então eu comecei a me questionar. Por quê? O que faltou em mim? O motivo não foi paixão, como você alegou. E em mim eu tenho certeza que não faltou nada, constatei.

Quando conhecemos alguém estamos abertos a muitas reações diferentes. Nós podemos gostar daquela pessoa ou não gostar. Os motivos que nos farão gostar ou não são os mais diversos possíveis. E a forma como essa pessoa nos atingirá depende muito da nossa permissão. Você disse que "foi sem pensar", usou palavras como "aconteceu" e "a gente não escolhe por quem se apaixona". Concordei. Você não pensou em ninguém além de você. Aconteceu porque você não tinha preocupação com as futuras consequências. A gente não escolhe por quem se apaixona, mas permite. Você permitiu se apaixonar por alguém diferente.

Entre o "gostar" e a "paixão" existe um caminho que eu considero curto. Entre a paixão e o amor o percurso é um pouco maior. Quando ele não acontece, acaba. Você deu permissão ao seu coração de traçar o primeiro. O momento de parar, você perdeu. Não culpe o coração, não culpe a paixão por ter "acontecido". Não apele para o meu espírito romancista para justificar as suas falhas. Também não me peça para perdoa-las. Sempre avisei que não sou boa com perdões ou desculpas. O que foi feito, já está feito. Ainda não permito que meu coração caminhe nessa direção. Assumi.

Você sentiu-se mal e quis terminar. Terminar com ela e não comigo. Porque você sabe que não são todos que fazem o segundo percurso. Para achegar no amor é preciso bem mais do que só um papo bom, um sorriso fácil e uma bunda boa. Mais uma vez você "não pensou" o quanto isso a magoaria. Por isso mais uma vez você deixou "acontecer" seu egoísmo para com ela. Mas não diga que "escolhe" a mim como se eu fosse um dos seus Pokemons. Ou que quer continuar me amando. Ou que "vamos fazer da certo de novo". Não deu certo. Por isso aqui.

Usarei de toda as minhas reflexões e meditações para tirar dessa história algo bom. Ensinamentos, aprendizados que a vida sempre tem a oferecer. Tirando esse lirismo todo, não quero mais nada. "Lembrar de momentos bons." Não quero. Eu quero lembrar de quanto eu quero ser feliz sem você. É o que faz sentido agora. Acima de tudo: não quero ser como você. Nem quero alguém como você na minha vida. As duas coisas que te peço são: não me procure mais e seja honesto com as pessoas, elas não são descartáveis.

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27 de jul de 2016

O que eu vou fazer da minha vida?


Koe, koe, koe!

Hoje é mais uma quarta com post de dicas-marotas!

As dicas de hoje são coisas para fazer em horários vagos, em dias de folga, nas férias, quando você quer se distrair de algo ruim que está acontecendo etc. Quando você quiser pegue essa listinha e veja se há algo nela que você queira tentar fazer (certifique-se de todos os itens).

A universidade que estudo esteve em greve, então eu sempre arrumo coisas a fazer que ocupem meu dia, minha mente, que me mantenham um ser pensante e se possível em movimento.


1) Algo útil e que faz bem para o psicológico.
Tente arrumar algo que já deveria ter arrumado há muito tempo. Sério, isso faz um super bem. Até para os bagunceiros! Quando a gente arruma algo externo parece que estamos arrumando internamente também. Não precisa fazer uma super arrumação de colocar tudo de cabeça para baixo. Use uns 15 minutinhos ou meia hora que será suficiente. Escolha um lugarzinho da sua sala, cozinha, quarto, ou outro cômodo e arrume um pouquinho.

2) Conhecimento.
Muitas pessoas depois que terminam os estudos param de aprender. Seja fim de ensino médio, faculdade, pós doutorado, o que for que tenha feito: não pare de aprender. Dizem que a vida é uma escola e é mesmo. Então esteja sempre exercitando sua mente para aprender. Procure mais sobre um assunto que você gosta ou algum que você nunca ouviu falar. Passe um tempo refletindo sobre o que você aprendeu nessa semana/mês. Sempre tem algo e quando você enxerga esse "algo" a sensação é gratificante.

3) Incite seu espírito de humanas.
Particularmente eu amo uma miçanga. Isso porque trabalhos manuais relaxam tanto. Procure um D.I.Y na internet e tente reproduzir. Existem pequenos projetinhos tão fáceis, baratos e super úteis. Daí você ganha algo novo, tem seus minutos de artista e ainda relaxa.

4) Alegre uma vidinha.
As semanas passam, a gente vai de um lado a outro pela casa e esquece do bichinho de estimação. Brinque com seu cachorro/gato por alguns minutos. Realmente se dedicando a alegrar aquela pequena vidinha que está na sua casa todos os dias. Se for necessário e o tempo for maior, dê banho nele, lave as vasilhinhas de água e comida. Esse é mais um item relaxante que ainda fez bem para o bichinho.

5) Escreva.
Sim agora estou vendendo o meu peixe. Amo escrever! Você pode fazer o mesmo sem tornar público. Tente escrever algo sobre o que você está sentido ou escreva uma carta. Você pode até apagar tudo no final, rasgar a carta. Isso dá a sensação de alívio quando sentimos algo ruim.

6) Meditação.
Sério, tente não pensar em nada por alguns minutos. Mas sem estresse! Sente-se confortavelmente e comece a relaxar o corpo. Para sua experiência ser melhor procure por dicas de meditação. Aviso: você não conseguirá de primeira, porém é algo bom para se experimentar. Você pode acabar gostando e fazer disso um hábito.

7) Seja clichê.
Reveja um filme antigo ou assista um novo, uma série, leia um livro e coisas clichês que também funcionam. São coisas comuns e bobas, mas que são sempre ótimas saídas. Se você estiver aprendendo uma língua nova, assistir um filme que já viu na língua que quer aprender é ainda melhor.

8) Transforme o ambiente.
Mude as coisas de lugar no seu quarto, ou o lugar que você mais usa da casa. Isso renova o ambiente, renova um pouco as energias, pode ficar melhor e mais bonito e assim acabar inspirando a fazer algo.

9) Procure pessoas.
Dê uma atenção especial a quem você gosta, mesmo que seja pela internet. Os dias passam e as conversas se tornam tão vazias, rápidas, sem muito conteúdo. Às vezes não falamos de como estamos, coisas do futuro, assuntos de verdade. E ter esses assuntos com as pessoas que gostam e se importam com você é sempre incrível.

10) Novos caminhos na internet.
Procure por novos sites, blogs, canais de youtube, bandas/cantores, coisas diferentes que você não conhece nem nunca ouviu falar. Vá em algum desses "caminhos" conhecidos e comece a olhar o que tem de relacionado com eles e conheça novos. Assim conhecerá mais pessoas, mais ideias para se distrair e enriquecer o seu conhecimento.

11) Crie listas
Criar listas de planos/metas/objetivos é mais uma forma de mudar os rumos do seu pensamento. Você parte de um caos total para a organização e calmaria. Listas ajudam-nos a organizar nosso pensamento. E vale fazer lista para tudo! Por exemplo se você quer fazer um festa pode fazer uma lista com tudo que irá precisar; convidados, comida, decoração etc. Se quiser comprar alguns itens; faça lista com eles colocando os valores aproximados que eles custam, quanto você precisará juntar para comprar, qual é a melhor época para comprar. Esses pequenos planos se tornam grandes planos a longo prazo. Sem falar que você pode criar listar motivacionais para metas internas. Pode criar listas das coisas que você já conquistou e fazer com que isso te inspire a criar mais metas.

12) Aprenda algo funcional.
Mais uma vez falo em aprender, mas dessa vez algo mais e utilizável no dia-a-dia. Seja um atalho no teclado do computador, cozinhar, costurar, dobrar um lençol de elástico, fazer pipoca sem óleo, etc. Algo que mesmo que seja pequeno te traga benefícios no seu cotidiano.

13) Faxina.
Já li pesquisas dizendo que limpar coisas acaba com o estresse. Sendo verdade ou não, tudo precisa ser limpo. Então dê aquela atenção a prateleira cheia de poeira que está gritando por um paninho úmido. Ou dependendo do tempo faça algo maior como lavar o banheiro.

14) Ajude quem te ajuda.
Faça algo pelas pessoas da sua casa. Pode ser ajudar os pais que não se dão muito bem com tecnologia, ajudar o irmão mais novos nos deveres da escola, guardar a roupa que secou, lavar a louça depois que alguém fez a janta, fazer a janta, pintar a unha da irmã mais velha que não tem muita habilidade, distrair seu avô ou tantas outras coisas possíveis. As pessoas que moram com você provavelmente são pessoas que você gosta, ainda mais se tratando de família. Elas costumam fazer muito por você, tente perceber, valorizar e retribuir isso.

15) Caminhe por ai.
Tome banho um banho, fique confortável e caminhe na rua um pouquinho sem destino mesmo. Só para observar as pessoas e pegar um arzinho. É um momento pra pensar em qualquer coisa, movimentando o corpinho e dando a você um tempo de paz. Para pessoas que  passamo muito tempo sentadas isso fara enorme diferença.

16) Não faça nada.
Muitas pessoas tem problema com isso. Nos tempos atuais parece que nós sempre temos que estar fazendo alguma coisa. Não é permitido pausar. E isso é ruim, ter um tempo parado, quietinho, fazendo um bom e verdadeiro nada, é ótimo. Quem sabe você até durma um pouquinho? Faça o que te der vontade e se o nada for a vontade de hoje, faça-o! Só não perca a vida fazendo nada todo dia.

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